O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) negou que fará uma reforma ministerial com a ampliação do número de ministérios, neste sábado (30). Ele havia feito a promessa de recriar pastas no governo para abrigar apoiadores, na sexta-feira (29), no caso de vitória de seus aliados na presidência da Câmara e do Senado. As informações são do jornal O Globo.
“Não existe nada (de reforma ministerial). Tem só uma vaga aberta, a da Secretaria-Geral. Não tem nada além disso. Não tem recriação de ministério. Não tem criar ministério para negociar. Não está previsto, não é fácil criar ministério, tem burocracias”, disse.
A estratégia de recriação dos ministérios do Esporte, Cultura e Pesca seria uma forma de aumentar o poder do governo Bolsonaro com parlamentares para favorecer seu candidato no Senado, Rodrigo Pacheco (DEM) e na Câmara, Arthur Lira (PP).
Atualmente, Rossi tem o apoio público de 222 parlamentares, enquanto Baleia Rossi (MDB-SP), apoiado pelo atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), conta com, pelo menos, 128 votos. Outros 129 deputados não revelaram sua escolha, dez não foram encontrados e 24 pretendem votar em outros candidatos. A votação é secreta e acontece nesta segunda-feira (1).
O presidente também frisou seu poder de nomear e demitir sua equipe, em um novo recado a Mourão (PRTB), após o vice-presidente falar sobre troca de ministros. “Qualquer ministro, qualquer presidente de banco, qualquer presidente de estatal, eu demito e eu que ponho, porque isso eu recebi do povo para trabalhar desta maneira”, disse.
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