Depois da Ford anunciar o fim da produção de veículos no Brasil, a rede de concessionários negocia o encerramento imediato do contrato e o pagamento das respectivas indenizações. Revendedores e lojistas da rede autorizada informaram ao Uol que pretendem “fechar a régua” por conta da queda de 80% no faturamento com o fim da oferta dos modelos EcoSport e Ford Ka.
Segundo a publicação, os lojistas cobram reembolso superior a R$ 1,5 bilhão antes que a montadora inicie sua nova fase, apenas com modelos importados e menos da metade dos 283 pontos de venda e assistência técnica atuais. Outro ponto informado pelos revendedores é o temor de encerramento definitivo das operações da marca no País a médio prazo.
Apesar disso, a oval azul planeja reembolsar apenas os concessionários que pretende desligar e afirma, por meio de nota, que “continuará fornecendo assistência total ao consumidor com operações de vendas, serviços, peças de reposição e garantia para seus clientes no Brasil e na América do Sul”.
De acordo com relatos de lojistas da rede autorizada, a “nova Ford” pretende enxugar a rede atual para cerca de 120 unidades, com o objetivo de trabalhar com um portfólio com preços acima de R$ 150 mil.
A montadora tem US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 23 bilhões) alocados para encerrar as operações de manufatura no Brasil e boa parte desse montante é relacionada às indenizações de funcionários das fábricas e revendedores.
Segundo o Uol, a associação propõe encerrar primeiro todos os contratos de concessão, para depois estabelecer novo acordo com os lojistas remanescentes. R$ 1,5 bilhão é o valor estimado de toda a rede de distribuidores.
Em circular enviada há poucos dias para todas as associadas, a Associação Brasileira dos Distribuidores Ford (Abradif) afirmou que concessionários já têm recebido notificações dos Procons devido à indisponibilidade de componentes para manutenção na rede autorizada. Desde o dia 11 de janeiro, quando a Ford anunciou o fim das operações de manufatura no Brasil, as fábricas de Camaçari (BA) e Taubaté (SP) estão sem fabricar peças de reposição.
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