O Ministério da Cidadania deverá ser ocupado por um político do Republicanos, partido do Centrão que forma a base do governo Jair Bolsonaro (sem partido) na Câmara dos Deputados. A pasta é responsável por gerir o Bolsa Família, era quem organizava o auxílio emergencial, e terá um orçamento de R$ 104,2 bilhões em 2021. A informação é do portal Metrópoles.
A mudança faz parte de uma pequena reforma ministerial. Onyx Lorenzoni deve ir para a Secretaria-Geral da Presidência da República, e a Cidadania ficará aberta. Três nomes estão sendo abstante cotados: os deputados federais do Republicanos Jhonatan de Jesus (RR), Marcos Pereira (SP) e João Roma (BA).
Johnatan é médico e está no terceiro mandato como deputado. Ele presidente da Comissão de Minas e Energia, e líder do Republicanos na Câmara. Marcos é advogado e bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, e é presidente nacional do Republicanos desde 2011. Por fim, Roma foi chefe de gabinete de ACM Neto (DEM) quando este era prefeito de Salvador (BA).
A preferência do governo federal, segundo o Metrópoles, é por Roma. Isso porque a sua ligação com ACM Neto abriria mais um leque de apoio. Porém, segundo o jornal O Globo, o ex-prefeito de Salvador tem trabalhado internamente para barrar a nomeação.
O Republicanos iria se reunir para decidir o nome a ser apresentado a Jair Bolsonaro. Porém, o encontro desta semana deve acontecer depois do Carnaval. O partido é ligado extraoficialmente à Igreja Universal do Reino de Deus, faz parte do Centrão e e tem forte viés conservador.
Segundo o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) em análise pela Câmara, o Ministério da Cidadania deve ter R$ 104,2 bilhões de orçamento em 2021. Será um valor ainda maior do que os R$ 85,9 bilhões destinados em 2020.
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