O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nomeou nesta sexta-feira (12) Onyx Lorenzoni como novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência. Para assumir o Ministério da Cidadania no lugar de Onyx, foi nomeado o deputado federal João Roma (Republicanos-BA). As informações são do Jornal O Globo.
Publicadas em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), a mudança no ministério não foi anunciada por Bolsonaro nas redes sociais, como geralmente costuma fazer.
João Roma está em seu primeiro mandato de deputado federal. Entre 2013 e 2018 foi chefe de gabinete de ACM Neto durante sua gestão na prefeitura de Salvador.
De acordo com o jornal, Roma foi indicado para o cargo pelo presidente do Republicanos, o também deputado Marcos Pereira (SP). Entretanto, segundo o Globo, ACM Neto trabalhou contra a indicação do aliado, para tentar evitar que seu nome fosse associado à nomeação.
A nomeação estava prevista para ocorrer depois do Carnaval, mas foi antecipada. Segundo a publicação, a avaliação é que o deputado poderia acabar não assumindo o cargo.
Após a nomeação de Roma, o ex-presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ) fez uma publicação no Twitter, criticando ACM Neto. No post, Maia compartilhou a notícia da nomeação e afirmou que Neto “mostrou o seu caráter”.
Também no Twitter, o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, rebateu Maia e negou que ACM Neto tenha participado da indicação. Segundo Marcos, a indicação foi da bancada do partido.
Já o ex-prefeito de Salvador divulgou nota afirmando considerar “lamentável” a decisão de Roma de aceitar o convite. ACM Neto também questionou se o objetivo do governo foi de “intimidar” ele e afirmou que a nomeação reforça sua “certeza de que me manter distante do governo federal é o caminho certo a ser trilhado”.
Onyx ocupa pela terceira vez um ministério no governo Bolsonaro. Ele comandou a Casa Civil do início da administração até fevereiro de 2020, quando foi deslocado para a Cidadania. Agora, com a ida para a Secretaria-Geral, ele volta a despachar no Palácio do Planalto, onde ficam os ministros mais próximos do presidente. A Secretaria-Geral estava vaga desde dezembro, quando o então ministro Jorge Oliveira deixou o cargo para ir para o Tribunal de Contas da União (TCU).
Leia mais:
Com orçamento de R$ 104 bi, Ministério da Cidadania deve ficar sob comando do Republicanos
Siga o AjuNews e entre no nosso grupo de notícias de Aracaju.









