Após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) negar, na noite desta segunda-feira (26), a autorização de importação da vacina russa Sputnik V contra o novo coronavírus (covid-19), o governador de Sergipe, Belivaldo Chagas (PSD), e demais gestores que compõe o Consórcio Nordeste, continuarão na luta para obter a liberação do imunizante.
A decisão aconteceu após reunião do consórcio e representantes do Fundo Soberano Russo, nesta terça-feira (27). “Temos um acordo fechado com o fabricante para adquirir inicialmente 400 mil doses do imunizante, ao custo estimado de R$ 23 milhões, com recursos próprios, e não vamos desistir de colocar isso em prática, vacinando os sergipanos o mais breve possível”, disse Belivaldo.
Na reunião foi abordado que uma contestação científica será enviada à Anvisa, solicitando um novo parecer. “Entendo e respeito a posição da Anvisa como órgão técnico responsável, mas me causa estranheza neste veto o fato de a Sputnik já ter sido liberada anteriormente pelo Comitê Científico do Nordeste e de outros 62 países, onde ela está sendo aplicada em massa”, afirmou o gestor.
Parecer da Anvisa
A reunião para analisar a liberação da vacina russa durou cinco horas. Ela foi negada em decisão unânime. Segundo a Anvisa, não foi enviado relatório técnico capaz de comprovar que a vacina atende a padrões de qualidade. Além disso, a agência não conseguiu localizar o relatório com autoridades de países onde a vacina é aplicada.
Três gerências técnicas da agência, medicamentos, fiscalização e monitoramento, deram pareceres contra a importação.
Consórcio Nordeste
Além do Ministério da Saúde, o Consórcio Nordeste, formado por governadores da região, incluindo o de Sergipe Belivaldo Chagas (PSD), anunciou, no último dia 12 de março, um acordo preliminar para compra de 39,6 milhões de doses da vacina russa Sputnik V.
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