Os senadores que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, irão ouvir nesta semana, entre terça-feira (4) e quinta-feira (6) todos os ministros da Saúde do governo do presidente Jair Bolsonaro. A CPI foi criada no Congresso Nacional para investigar supostos erros cometidos pelo governo federal no combate à pandemia.
Irão prestar depoimentos no colegiado, nesta terça (4), os ex-ministros Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich. Alguns parlamentares questionam se haverá tempo suficiente para que os dois falem ao colegiado. Na quarta (5), a CPI ouve o general Eduardo Pazuello.
Há uma preocupação do governo de que Mandetta utilize a CPI como palanque eleitoral para 2022. Para tentar evitar que isso aconteça, o Palácio do Planalto orientou aos governistas membros do colegiado a tentar restringir as perguntas feitas a Mandetta ao período em que ele esteve à frente da Saúde. A ideia é evitar que o ex-ministro se transforme em uma espécie de comentarista político de ações tomadas por Bolsonaro após ter deixado o cargo.
Neste final de semana, ele foi preparado para o depoimento por assessores do governo em uma reunião ocorrida no sábado, 1º, no Palácio do Planalto. A expectativa é que ele defenda as ações adotadas no período que esteve a frente do Ministério e blinde o presidente Jair Bolsonaro de qualquer possível responsabilização.
Na quinta (6), a Comissão ouve o atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e o diretor da Anvisa, Antônio Barra Torres. Ainda na quinta, os senadores membros do colegiado devem votar os mais de 300 requerimentos de informação e pedidos de depoimento apresentados e, com isso, será mais fácil prever qual caminho tomará a CPI da Covid-19.
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