Uma operação da Polícia Civil contra o tráfico de drogas na comunidade do Jacarezinho, no Rio de Janeiro, deixou ao menos 25 mortos, nesta quinta-feira (6). Segundo as autoridades, destes, um é agente, que foi baleado na cabeça, e as outras 24 pessoas seriam suspeitas.
De acordo com o Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos (Geni) da Universidade Federal Fluminense (UFF) e a plataforma Fogo Cruzado, a operação policial foi a mais letal da história do Rio. Ainda nela, dois policiais foram feridos e dois passageiros ficaram levemente feridos ao serem atingidos no metrô.
A ação aconteceu mesmo após o Supremo Tribunal Federal (STF) restringir as operações durante a pandemia da covid-19 e menos de uma semana depois da posse definitiva do governador Cláudio Castro (PSC).
Segundo a decisão do STF, a polícia é obrigada a comunicar a realização da operação ao Ministério Público do Rio de Janeiro(MP-RJ), justificar a ação e enviar um relatório com o resultado.
Os feridos foram identificados como: Humberto Duarte, 20 anos, e Raphael Silva, 33 anos. Ambos foram levados para hospitais. Segundo as unidades, Duarte tem estado de saúde estável, enquanto Silva saiu da unidade mesmo sem alta médica.
Ainda de acordo com a polícia, a ação envolveu 250 agentes, quatro blindados e dois helicópteros. Até às 15h30 desta quinta (6), já haviam sido apreendidos: 15 pistolas; 6 fuzis; 1 sub-metralhadora; e munição antiaérea.
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