Cerca de 80 acidentes com picadas de escorpião foram registrados no primeiro bimestre deste ano, em Aracaju, de acordo com dados do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). Apenas no ano passado, foram contabilizados 880 acidentes com animais peçonhentos em Sergipe.
Segundo os dados, o bairro Santos Dumont lidera a lista de locais com mais incidência de picadas por escorpião, seguido do Cidade Nova, Industrial, Olaria e Santa Maria.
O supervisor de endemias do CCZ, José Bonfim de Oliveira, explica que a grande maioria dos escorpiões encontrados em Aracaju são das espécies Tityus serrulatus e Tityus stigmurus.
“Noventa e sete por cento dos escorpiões que as pessoas reclamam ou que trazem para o Zoonose são dessas duas espécies. Dificilmente a gente encontra outras espécies, apesar de no Brasil ter mais de cem”, afirma.
Oliveira destaca que, apesar de assustar, a picada de escorpião não costuma causar grandes problemas de saúde. “A picada dessas espécies não são letais, pode acontecer, mas muito raro. O último caso registrado tem mais de 30 anos. Agora, é uma picada que dói muito. Algumas pessoas sofrem dor naquele momento e outras poderão ter até febre e se agravar mais um pouco”, explica Bonfim.
Em caso de acidentes com o animal peçonheto, a vítima da picada deve procurar uma unidade de saúde para receber o soro antiescorpiônico. Além disso, é importante que a pessoa capture o escorpião, com um papel ou uma pinça, coloque em um frasco e encaminhe ao CCZ, para que seja feita uma análise.
Conforme as orientações do coordenador, para evitar o aparecimento desses animais, é necessário monitorar os esgotos e bueiros, locais por onde o escorpião entra nas casas. “O segundo passo é proteger todas as entradas, tanto de escorpião como de barata, através de filtro de ralo e bocas de lobo bem tampadas.”
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