Após a circulação da denúncia do jornal Estado de São Paulo sobre um suposto orçamento secreto de R$ 3 bilhões para emendas parlamentares, a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) se posicionou e frisou a dependência da empresa com o Tesouro Nacional para sua atuação em diversas bacias hidrográficas e territórios brasileiros.
“Atualmente a Codevasf opera em 22 bacias hidrográficas principais e múltiplas bacias intermediárias, que em conjunto alcançam 36,6% do país, em 15 estados e no Distrito Federal. A população dessas regiões é de 90 milhões de pessoas”, diz em um trecho de nota divulgada nesta quarta-feira (12).
De acordo com a Companhia, as ampliações de sua área de atuação, aprovadas pelo Congresso Nacional, aconteceram devido às suas atividades em áreas de agricultura irrigada, segurança hídrica, revitalização ambiental, infraestrutura e suporte a atividades produtivas.
“A Codevasf é uma empresa pública que integra a Administração Indireta. Instituições da Administração Indireta estão previstas na estrutura administrativa brasileira para dar mais eficiência a ações do Estado. Suas características permitem a execução de obras e a aquisição de bens e serviços de modo mais célere, respeitados, em qualquer caso, os princípios da administração pública e a legislação vigente”, acrescentou.
Segundo a oposição, as emendas foram uma maneira encontrada pelo governo Bolsonaro para garantir o apoio do chamado ‘Centrão’ do Congresso. A denúncia aponta que mais de R$ 3 bilhões em emendas parlamentares foram destinados ao Ministério do Desenvolvimento Regional. Os oposicionistas solicitaram ao Tribunal de Contas da União que suspenda os repasses e a abertura de uma CPI.
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