A médica de Campina Grande, na Paraíba, Anelise Meneguesso, que esteve no encontro de médicos brasileiros com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no dia 8 de setembro de 2020, rebateu a tese de um suposto ‘ministério paralelo’ no Palácio do Planalto. Imagens da reunião foram divulgadas nesta sexta-feira (4) pelo site Metrópoles como sendo uma suposta prova, segundo a reportagem, de um aconselhamento irregular.
Em entrevista ao site Polêmica Paraíba, nesta sexta-feira (4), a paraibana destacou que a reunião foi uma iniciativa de um grupo de médicos brasileiros, com o objetivo de debater soluções para a pandemia, e divulgada pelas redes sociais. Ela afirmou que o encontro foi transmitido ao vivo pela equipe do presidente Jair Bolsonaro e relembrou uma entrevista concedida à reportagem dois dias após o encontro.
“Em duas ocasiões, fomos recebidos pelo presidente da república em Brasília ano passado: em agosto, em uma cerimônia em homenagem a 100 médicos que integravam o Grupo Brasil Vencendo a Covid, e em setembro, durante uma audiência com o Movimento Médicos Pela Vida. As duas ocasiões foram divulgadas. Transmissão ao vivo por toda a imprensa em agosto e, em setembro, na audiência, o próprio presidente resolveu fazer uma live (transmissão ao vivo) do encontro, que está disponível no Facebook”, disse a médica.
De acordo com o site, entre os participantes do encontro, estão a imunologista Nise Yamaguchi, que depôs à CPI da Covid-19, o deputado Osmar Terra, o virologista Paolo Zanoto e outros médicos de diversas especialidades, inclusive a paraibana, que foi candidata a vice-prefeita de Campina Grande na última eleição.
“Alguns grupos de médicos, de forma espontânea, resolveram estudar mais profundamente a doença. Esses grupos foram se organizando em todo o país e isso ajudou muito no enfrentamento da Covid em todo o território nacional. Particularmente, gostaria de citar dois, dos quais faço parte: o Brasil Vencendo a Covid e o Médicos Pela Vida. Nenhum tem viés político ou ideológico, assim como não há financiamento público. Há reuniões entre os colegas médicos para discutir a doença, todos querendo entender melhor os mecanismos fisiopatológicos e assim poder oferecer um melhor tratamento aos seus pacientes”, disse.
No dia 11 de setembro, ela fez um balanço da segunda reunião com Bolsonaro, defendeu o atendimento na fase inicial contra a Covid-19, citou estudos em fase desenvolvimento acerca de protocolos de atendimento e fez uma avaliação sobre os pedidos de aprovação de imunizantes no Brasil.
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