O líder do Cidadania no Senado, Alessandro Vieira, afirmou que recondução do procurador-geral da República, Augusto Aras, ‘é mais uma demonstração do casamento de conveniência entre Bolsonaro, PT e Centrão’. A fala aconteceu durante a sabatina realizada pelos parlamentares à Aras na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), nesta quarta (24).
“Teve início a sabatina de Aras, indicado por Bolsonaro para recondução ao cargo de PGR. É mais uma demonstração do casamento de conveniência entre Bolsonaro, PT e Centrão. O objetivo é evidente: garantir a impunidade daqueles que se encontram no topo do sistema”, escreveu o delegado.
Alessandro, que é contra a permanência de Aras no cargo, avalia que sua gestão à frente da PGR ‘deixou muito a desejar à população brasileira’.
“Augusto Aras foi omisso quando o sistema eleitoral brasileiro foi atacado; se recusou a atuar na defesa do regime democrático e não agiu em relação ao dever de fiscalizar o cumprimento da lei no enfrentamento à pandemia da Covid-19”, disse o senador.
O delegado, defensor da Lava-jato, alvo de críticas de Aras em seu discurso aos senadores, lembrou de ‘outra atuação “memorável” de Aras foram seus esforços para desmontar todas as forças-tarefas da operação. “Mesmo com uma atuação bastante questionável, muitos desejam a sua continuidade no cargo que ocupa. O motivo é bem claro: sua omissão beneficia aqueles que agem de forma errada”, finaliza.
O indicado do presidente Jair Bolsonaro à PGR precisa da aprovação dos parlamentares para ser reconduzido ao cargo chefe da instituição por mais dois anos. Esta é a etapa inicial do processo. O nome de Aras ainda precisa passar por uma votação secreta, onde 41 votos no plenário a favor dele confirmam sua permanência no cargo.
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