A advogada do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), Luciana Pires, se recusou a seguir a recomendação do diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, que constavam no relatório envolvendo o caso das “rachadinhas” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
De acordo com o colunista Guilherme Amado, da revista Época, sem pedir que fosse resguardado o sigilo da fonte, a advogada Luciana Pires afirmou que as orientações, vindas de Ramagem estavam fora do alcance da defesa, por envolverem ações do Executivo, como a demissão de servidores.
“Não fiz nada. Não vou fazer nada do que ele [Ramagem] está sugerindo. Vou fazer o quê? Não está no meu escopo. Tem coisa que eu não tenho controle ”, disse a defensora.
Segundo a coluna, Luciana Pires também relatou que as suspeitas de um suposto grupo criminoso que atuava na Receita Federal, e que constam dos relatórios, não eram novidade para ela, e que havia sido justamente ela quem informou o senador e Ramagem sobre a suposta atuação desse grupo.
“Todo o material que ele [Ramagem] passou para a Abin foi eu que passei. (…) Eu mandei pronto para ele. Ele não descobriu nada. Inclusive, isso foi pauta na reunião ”, disse a defensora.
Por fim, o colunista também destacou que, em resposta a uma determinação da ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), Ramagem admitiu que houve uma reunião com a defesa do parlamentar em agosto, mas declarou que o encontro não teve desdobramentos práticos.
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