A Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), unidade de alto risco vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (SES), mantém na Ala Rosa 36 leitos destinados ao acompanhamento contínuo de gestantes que apresentam complicações clínicas.
Dividida em 12 enfermarias com três vagas cada, a área funciona 24 horas, com monitorização materna e fetal ininterrupta, assistência médica especializada, cuidados de enfermagem obstétrica e suporte de equipes multiprofissionais.
Patologias atendidas
De acordo com o ginecologista e obstetra Márcio Alves, o setor recebe pacientes cardiopatas, diabéticas, com bolsa rota, infecções urinárias graves, entre outras condições que exigem estabilização ou vigilância até o parto.
“Temos pacientes cardiopatas, diabéticas, pacientes com bolsa rota, com infecções urinárias graves e assim por diante. Nosso trabalho consiste em compensá-las clinicamente, e aquelas que têm indicação de permanência até o parto, fazemos a vigilância necessária para que o parto se dê da melhor maneira possível e que não haja intercorrências maiores”, explicou.
Durante a internação, os exames necessários a cada caso são realizados na própria maternidade, com apoio de cardiologistas, cirurgiões vasculares, endocrinologistas e outros especialistas.
Benefícios do internamento
A enfermeira Isadora Machado destaca que o acompanhamento próximo reduz riscos maternos e perinatais, além de oferecer segurança emocional às famílias.
“Isso favorece a identificação precoce de sinais de agravamento, bem como permite a intervenção imediata por uma equipe multiprofissional, garantindo uma abordagem rápida e eficaz diante de qualquer intercorrência”, ressaltou.
Entre os principais tratamentos disponíveis estão o controle de síndromes hipertensivas, manejo do diabetes gestacional, prevenção de parto prematuro, tratamento de infecções, suporte em casos de restrição de crescimento fetal e prevenção de complicações tromboembólicas.
Relato de paciente
Grávida de 35 semanas, Rafaelle Santana de Carvalho permanece internada há uma semana para controle de hipertensão arterial e hipoglicemia.
“Agora estou bem melhor e já vou receber alta para continuar o tratamento em casa até completar 37 semanas e voltar para fazer o parto. Aqui, o atendimento é tranquilo, o pessoal é bem bacana”, comentou.
Além da Ala Rosa, a MNSL conta com Complexo Neonatal com Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin), Centro Cirúrgico e Obstétrico, pronto-socorro de Admissão, Ala Verde (Método Canguru) e Ala Azul (alojamento conjunto), compondo a estrutura de referência estadual para gestações de alto risco.
Fonte: Saude.se.gov
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