O Ambulatório de Seguimento do Recém-Nascido de Alto Risco Maria Creuza de Brito Figueiredo, ligado à Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), realizou, nesta quarta-feira, 25, o seu primeiro encontro com bebês que têm síndrome de Down. A iniciativa trouxe familiares e profissionais de saúde para um momento de esclarecimento sobre direitos, cuidado integral e qualidade de vida das crianças.
A unidade acompanha, em média, 20 crianças com a síndrome. Segundo a gerente do ambulatório, Glória Barros, muitas famílias desconhecem benefícios legais e serviços disponíveis.
“Preparamos este momento de orientação de direitos como inclusão plena, recusa de matrícula nas escolas, isenção de impostos na compra de automóveis, além de orientações sobre alimentação saudável e saúde do coração. Nosso maior objetivo foi fazer com que essas mães se sintam apoiadas, sabendo que os filhos delas são importantes para nós”, destacou.
Alimentação e metabolismo
A nutricionista Míriam Duarte explicou que crianças com síndrome de Down podem apresentar distúrbios metabólicos, da tireoide ou problemas cardíacos, exigindo atenção especial à dieta.
“Em muitos casos, precisamos controlar calorias e gorduras, orientando as mães sobre uma alimentação equilibrada, rica em fibras, vitaminas e minerais, com gorduras de boa qualidade e o melhor tipo de carboidrato, para que essas crianças cresçam saudáveis”, detalhou.
Olhar atento para o coração
Dados apresentados pela cardiologista Viviane Paixão apontam que mais da metade dos bebês com a trissomia 21 podem ter cardiopatia congênita.
“Quando há suspeita da síndrome no pré-natal, o feto deve ser encaminhado para avaliação cardiológica. Na maioria dos casos, a cirurgia cardíaca é necessária antes do sexto mês de vida, por isso é fundamental reforçar a importância do pré-natal”, informou.
Relatos de mães
Para Andressa Santos Silva, mãe de Maria Alice, de 1 ano, o acompanhamento multiprofissional é essencial.
“Aqui ela tem atendimento da pediatra, cardiologista, neurologista e fisioterapeuta. É de suma importância o tempo que ela passa aqui porque temos todo o apoio”, afirmou.
Rosângela Santos Souza, mãe de Antônio Samuel, de 8 meses, que também nasceu prematuro, elogiou o acolhimento.
“Há cinco meses trago meu filho para o tratamento e percebo a evolução dele. Os profissionais são muito bons e ainda fazem um momento de descontração como este para nós”, disse.
O encontro contou ainda com a participação dos Palhaços de Propósitos, grupo que atua regularmente no ambulatório, reforçando o clima de acolhimento durante as atividades.
Fonte: Saude.se.gov
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