Ao menos 347 candidatos a prefeitos terminaram a eleição de 2020 com saldo negativo de mais de R$ 10 mil nas contas da campanha, totalizando R$ 37.046.458,00 em dívidas eleitorais, segundo informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Destes candidatos, 47 foram eleitos. A informação foi divulgada pelo jornal Metrópoles.
De acordo com o levantamento, o índice de candidatos com saldo negativo é 27% menor do que o de 2016, quando 475 postulantes a prefeitos finalizaram o pleito devendo mais de R$ 10 mil. O montante da dívida em 2020 é 72% inferior ao registrado na última eleição municipal, R$ 134 milhões.
Segundo a publicação, a campanha que apresentou o maior saldo negativo foi a da reeleição do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB-MT), de R$ 2.677.050,00. Ele foi reeleito no segundo turno, com 51,15 % dos votos válidos, o emedebista obteve 48,85% de apoio nas urnas.
Em seguida está o filho do ex-mandatário de Palmas, Carlos Amastha, Tiago Amastha Andrino (PSB-TO). Ele deixou um déficit de R$ 2.073.234,00, e ficou na quarta posição na eleição em Palmas, com 12,31% dos votos. A prefeita Cinthia Ribeiro (PSDB-TO) foi reeleita, com 36,24%.
Já o terceiro na lista é Ricardo Nicolau (PSD-AM), com dívida de R$ 1.959.341,00, ficou em quarto lugar no pleito pela Prefeitura de Manaus. No Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos-RJ) tentava a reeleição, e deixou débito de R$ 1.466.852,00.
Ainda de acordo com o levantamento, entre os partidos, os maiores devedores são do PSD, com 35 candidatos; PSDB, com 33; e MDB, com 31.
Caso os eventuais débitos de campanha não sejam quitados até a data de apresentação da prestação de contas, eles poderão ser assumidos pela legenda, por decisão do seu órgão nacional de direção partidária, segundo o artigo 29 da Lei nº 9.504/97, a Lei das Eleições.
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