A antiga “briga” entre as atrizes Dani Suzuki e Giovanna Antonelli rende no noticiário dos famosos desde segunda-feira (31). Tudo começou quando a japa comentou pela primeira vez, em uma entrevista a também atriz Bruna Aiiso, detalhes de como perdeu o papel de protagonista da novela Sol Nascente, exibida entre agosto de 2016 e março de 2017, para colega de profissão, mesmo o personagem sendo escrito com base em sua história. A entrevista foi feita cerca de 11 semanas atrás, mas viralizou no fim de semana.
Em post no Instagram, a atriz Antonelli se mostrou revoltada com a inclusão de seu nome na história. De forma breve, a atriz comentou a publicação de atriz Antônia Fontenelle, que publicou em seu perfil oficial do Instagram parte do bate-papo.
“Jamais disputei ou troquei de papel c esta atriz, na minha carreira. Colocar meu nome nesta situação é vergonhoso”, escreveu Giovanna na publicação. Vale lembrar que ela foi acusada de ser o pivô da substituição por ser esposa de Leonardo Nogueira, um dos diretores da trama.
Fontenelle, que foi casada com o diretor Marcos Paulo, ainda aproveitou para fazer um desabafo sobre a situação. “Quando eu digo pra vocês que a TV Globo é feita por gente nojenta, há quem diga que é recalque, como o tempo é o Sr. Da razão, aqui está o depoimento de uma ex atriz da TV Globo @ danisuzuki e digo mais, isso é só uma das histórias, o que eu sei de coisa muito pior vocês não avaliam. Não se esqueçam que eu fui esposa de um diretor de núcleo da TV Globo por 7 anos. E por ser um cara muito honesto, daqueles que sempre trabalhava de portas abertas, abominava panelinhas, ele sofria na pele esse tipo de sacanagem, e olha que estamos falando de um diretor de núcleo, imagina o que essa ruma de atores passavam lá. Espero que não haja contestações, porque se houver eu venho aqui e dou nomes e sobrenomes. VAMOS DEIXAR CLARO QUE AMO giovannaantonelli E ISSO NÃO TEM NADA A VER COM ELA, O BURACO É BEM MAIS EMBAIXO”., escreveu.
O fato é que depois de se “pronunciar” sobre o assunto ao comentar uma publicação de Fontenelle, no Instagram, Giovanna optou por bloqueá-la. A ação gerou revolta da viúva de Marcos Paulo, segundo um áudio vazado. Antônia ainda aproveitou para soltar o verbo para cima do marido da atriz.
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Antes de Fontonelle entrar na história, o assunto rendeu tanto que a TV Globo se posicionou. Em nota, a emissora disse “desconhecer as informações” que foram repercutidas na internet.
“Os critérios de escalação das obras da Globo são técnicos e artísticos. São avaliados vários aspectos, como adequação ao perfil do personagem, disponibilidade do elenco, composição total do casting, dentre outros”. Ainda segundo a assessoria, “essa decisão não cabe apenas a um profissional e sim a um time, composto por autor, diretores e diretoria de Entretenimento da empresa”.
Segundo a colunista Fábia Oliveira, do jornal O Dia, a briga tem interferência da alta cúpula da Globo e até mesmo da ciumenta mulher de um dos atores da trama.
“A esfera mais alta da emissora não acreditava na atriz para segurar a audiência do horário e queriam um nome forte. A primeira opção para seguir com o papel foi Isis Valverde, mas a atriz sofreu forte rejeição de outro ator da novela. Não por culpa dele! A pressão veio de dentro de casa. Mais precisamente da mulher do ator, que não queria ver seu marido fazendo par romântico com Ísis – na época, havia acabado de acontecer a suposta história de amor entre Cauã Reymond e Isis, que teria culminado no fim do casamento do galã com Grazi Massafera. Para não perder o ator, a emissora resolveu abrir mão de Isis. Foi então que Giovanna Antonelli entrou na jogada”, disse a colunista.
Fábia ainda detalhou que a atriz estava de férias e não pretendia atuar tão cedo – ela havia acabado de sair de A Regra do Jogo. “Gio foi consultada pelo marido, o diretor de novela Leonardo Nogueira, sobre a possibilidade de protagonizar a trama das 18h. Como santo de casa não faz milagre, Leonardo recebeu um grande “não” da mulher. A justificativa foi que, entre o término de uma novela e começo das gravações da outra, Giovanna teria apenas 20 dias de descanso. Eis que entra na jogada Silvio de Abreu, que ligou pessoalmente e convenceu Giovanna a aceitar o papel. Como? Não sabemos, mas sabemos outros detalhes da trama”, contou a jornalista.
Ainda segundo a colunista, o papel de vilão estava vago e os atores consultados não sentiram vontade de participar do folhetim. Foi então que o nome de Rafael Cardoso apareceu na jogada. Lá foi Leonardo Nogueira novamente tentar convencer outro ator, mas Rafael estava reservado para trama de Glória Perez, A Força do Querer, onde daria vida a Rubinho, par romântico de Juliana Paes na novela em horário nobre.
“Claro que o ator, depois de dois sucessos na faixa das 18h, queria estar no horário nobre da emissora. Ainda mais como um dos protagonistas masculinos. Mais uma vez, Silvio de Abreu entrou em ação e, após falar com Glória Perez – que ainda tentou barrar a saída do ator, sem sucesso -, o diretor de dramaturgia foi conversar longamente com Rafael. Ele prometeu ao rapaz que, se fosse para trama das 18h, lhe daria um polpudo aumento e outras oportunidades, além de regalias na emissora. Rafael aceitou e assim se formou o trio de “Sol Nascente”, novela que foi péssima de audiência e repercussão. Os três atores se arrependeram de fazer a novela antes mesmo de ela acabar”, acrescentou a colunista.
Por fim, Fábia revelou que, na verdade, a única pessoa que se deu bem na história toda foi Emílio Dantas, que ganhou a oportunidade de seu primeiro protagonista com a saída de Rafael de A Força do Querer. O papel o alçou ao estrelato e ao primeiro time de atores da Globo.
Em 2016, a jornalista Fabíola Reipert, da Record, já havia publicado que Antonelli havia “mandado” o marido tirar Suzuki do elenco da então novela das 18h30. Segundo Reipert, a atriz também teria pedido para outra atriz (Luma Costa) mudar o cabelo porque ele estaria muito parecido com o “modelo” que ela usaria.
A entrevista de Dani
De acordo com o colunista Ricardo Feltrin, embora não diga isso, na entrevista Suzuki deixou claro que na verdade não lhe tiraram um, mas dois papéis que ela teria na trama.
Primeiro a excluíram como a protagonista (Alice Tanaka) da novela para dar seu lugar à mulher do diretor da trama, Leonardo Nogueira (Giovanna Antonelli, que interpretou uma garota brasileiríssima adotada por uma família asiática).
Depois Dani perdeu o segundo papel. Ela, inicialmente, seria prima de Alice (a personagem Yumi). A alegação para tirá-la desse papel foi que a atriz era “velha demais” para ser a personagem de prima da Alice Tanaka. Só um detalhe: na vida real Danni Suzuki, 42 anos, é mais nova que Antonelli (44 anos).
No lugar de Danni Suzuki a Globo acabou escalando às pressas Jacqueline Sato. “Walter Negrão (autor) escreveu e construiu o papel em cima da minha vida real”, conta Dani na entrevista.
Ela disse também estranhar a falta de atores e atrizes orientais nas tramas da Globo. “Isso é por falta de ator? Não é, porque está cheio de gente boa (asiática) aí”.
E completou com uma revelação: “O diretor (Leonardo Nogueira) disse que eu estava velha para ser a prima da Giovanna. Aí ele falou que estava escrevendo (o que seria) o terceiro personagem pra mim, e aí eu falei: Quer saber? Deixa. Não quero fazer a novela, deixa para lá. Não tem espaço para mim nessa história”.
Dani declarou na entrevista que a decepção foi tão grande que ela decidiu deixar a Globo e buscar outros rumos na carreira. “Decidi buscar outro caminho, mas não no papel de vítima”.
“A escolha deles (Globo) não era compatível com as minhas. Eu usei aquilo para me impulsionar e pra mim aquilo foi um presente; comecei a mergulhar na questão dos refugiados, tirei tempo livre para dirigir o meu documentário”.
Hoje, Dani faz uma série sobre crianças refugiadas e desacompanhadas pelo mundo.
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