Após a confusão na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), nessa quarta-feira (30), o deputado João Marcelo (PT) esclareceu, nesta quinta-feira (31), que não tem tradição de fazer acordos e que devem ser analisadas todas as opiniões. Para João Marcelo, a atitude do deputado Francisco Gualberto (PSD) foi “no mínimo, desrespeitosa”.
Os dois parlamentares entraram numa discussão durante a votação de uma emenda do deputado Iran Barbosa (PSol) ao projeto de Lei do Executivo. A confusão começou quando, durante a votação, João Marcelo solicitou votação nominal para mostrar os nomes dos deputados que votaram contra e a favor do projeto. Francisco Gualberto criticou, dizendo que poderia chegar a um acordo sem precisar de votação nominal.
“O projeto trata da retirada de direitos dos professores. Os professores já vêm sofrendo com os projetos apresentados pelo governador Belivaldo Chagas e ontem, mais uma vez, outro projeto foi apresentado para retirar direitos dos professores. Havia uma emenda do deputado Iran e nós estávamos discutindo essa emenda modificativa, no sentido de que o professor que tem apenas um vínculo, não perdesse a gratificação. A confusão começou enquanto discutíamos essa emenda, pois o Regimento informa que qualquer deputado pode solicitar votação de forma nominal. Aquilo gerou desconforto do deputado Gualberto”, explicou João Marcelo durante entrevista à Fan FM, nesta quinta-feira (31).
“Qual o problema de expor o voto? […] Quando um deputado fala os outros precisam respeitar o momento da fala, o deputado Francisco Gualberto puxou o microfone das minhas mãos e depois, quando eu fui falar novamente, ele veio puxar o novo o microfone. Foi uma atitude, no mínimo, desrespeitosa. Eu nunca fiz bagunça na hora de um deputado falar. É óbvio que as discussões são válidas, até um certo ponto”, destacou João Marcelo.
Votação do empréstimo
João Marcelo também criticou a aprovação dos deputados, na sessão de quarta (30), do Projeto de Lei nº 102/2022, de autoria do Poder Executivo, que autoriza um empréstimo de mais de R$ 170 milhões para o governo do Estado. “Ontem os climas também ficaram acalorados durante a votação do novo empréstimo que o estado pediu. Eu já havia questionado, porque já no final do mandato fazer um empréstimo em dólar na ordem de R$ 180 milhões de reais é querer que o povo pague a conta. Esse empréstimo é uma maldade com o povo sergipano”, acrescentou.
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