Dando sequência à tentativa de conquistar mais aliados, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que primeiro negociou cargos com o centrão, também acenou ao seu antigo partido (PSL), e conseguiu reconquistar alguns deputados que tinham rompido com ele. As informações foram publicadas pelo jornal O Globo, nesta quinta-feira (18).
Segundo a publicação, a ação começou há mais de um mês, quando deputados do PSL receberam ligações de Gurgel (PSL-RJ), que juntamente com Felipe Francischini (PR) reuniram indicações para “apadrinhar” recursos federais do combate ao novo coronavírus (covid-19) nos municípios. As conversas não tiveram a participação da então líder do PSL na Câmara, Joice Hasselmann (SP), que não se entende com Bolsonaro.
De acordo com o jornal, o governo ofereceu cerca de R$ 10 milhões para as indicações na verba do coronavírus para cada deputado que participar da base aliada. O dinheiro vai para prefeituras que eles escolherem. No grupo de 53 parlamentares, 12 estão suspensos por sua militância bolsonarista.
Nas últimas semanas, nomes como Gurgel, Francischini, Charlles Evangelista (MG), Nicoletti (RR), Julian Lemos (PB), Fabio Schiochet (SC) e Delegado Pablo (AM) voltaram a dialogar com o governo.
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