O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que Aracaju tem um dos melhores resultados do país com relação ao combate à covid-19. A declaração foi dada durante uma videoconferência feita pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP), nesta quarta-feira (8).
“É o melhor resultado do trabalho que temos por causa da dedicação total daqueles que estão envolvidos no enfrentamento, especialmente os profissionais da Saúde. Aracaju está entre as cidade do país para a qual também enviamos recursos para o Estado, e acredito que essa composição de recursos, considerando a realidade atual da demanda de covid-19, fará com que vocês cumpram bem a missão”, afirmou o ministro.
Segundo FNP, um dos pontos principais da audiência foi a forma de partilha dos novos recursos estabelecidos pela Portaria 1666/2020, que destina R$ 13,8 bilhões a estados e municípios. Pela portaria, a capital sergipana vai receber menos recursos do que outras cidades do estado e do país proporcionalmente.
De acordo com o prefeito Edvaldo Nogueira, ele expôs que o valor destinado à Aracaju está “muito abaixo da média per capita e populacional”. Além disso, o gestor solicitou ao ministro a abertura de um canal de diálogo sobre o tema e Pazuello concordou em discutir o assunto.
“Apontamos a necessidade de trabalharmos mais ainda em conjunto, com o Ministério da Saúde aportando mais recursos, notadamente em Aracaju que houve uma distorção dos recursos recebidos”, disse Edvaldo.
O acesso a medicamentos auxiliares para intubação, contratação de pessoal na saúde, início do pagamento das Unidades de Saúde credenciadas, e acesso direto, do Ministério para as cidades, de medicamentos e insumos foram pautas discutidas na videoconferência.
“Discutimos a necessidade do ministério intervir sobre medicamentos para as pessoas que estão em estado mais grave, principalmente os medicamentos para os pacientes que estão entubados em leitos de UTI, que já há uma escassez grande de remédios para esse tipo de tratamento. Abordamos ainda a possibilidade de o Ministério da Saúde nos ajudar na contratação de profissionais da área”, explicou o prefeito.
Ainda segundo Edvaldo Nogueira, a falta de mão de obra tem sido uma grande dificuldade para a abertura de novos leitos de enfermaria e de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). ”Então pedimos que o Ministério encontre uma solução nacional, baixando uma portaria que permite a utilização de toda a mão de obra do mercado para prestar um serviço cada vez melhor àqueles que precisam”.
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