Dos constantes casos de assédios que acontecem dentro das dependências do grupo Globo, o mais recente caso divulgado foi o da atriz Dani Calabresa, que denunciou o humorista Marcius Melhem, que era diretor do departamento de humor da emissora. Assim como ele, a maioria dos assediadores da Globo estão em altos cargos no maior conglomerado de mídia do país. As afirmações são da colunista Fábia Oliveira, do jornal O Dia.
Segundo a colunista, os relatos de casos como o de Dani são antigos e os ‘agressores’ são sempre pessoas de altos cargos. Para Fábia Oliveira, a emissora, mesmo sabendo deles, prefere acobertar e só lidar quando se torna impossível de jogá-los para debaixo do tapete. “A emissora não tem estrutura para proteger suas funcionárias e, ainda pior, quando assediadas e denunciam o ocorrido, seus relatos são colocados em dúvida por superiores”, disse a colunista.
“Até hoje é sabido de um diretor de novelas, ainda contratado da casa, que sempre assediou atrizes. O jogo desse diretor sempre foi tão baixo, que chegou ao ponto de em uma novela uma atriz não querer aceitar suas investidas e, como retaliação, ele pedir para a autora da trama matar a personagem dessa atriz, alegando que ela estava dando muito trabalho. Essa autora só soube desse caso anos depois de romper relações com o tal diretor”, revelou Fábia em sua coluna.
De acordo com a publicação, outra atriz, que já foi protagonista na casa, chegou ao ponto, depois de muito ser assediada e ameaçada, de falar que iria denunciar o caso à direção da emissora. E o diretor respondeu: “Você acha que eles vão acreditar em mim ou em você?”. Ambas as atrizes pegaram aversão ao diretor e preferiram aceitar propostas para ir para a Record TV.
A colunista revelou ainda que não são só homens fazem parte desse círculo vicioso. Dani Calabresa chegou a pedir ajuda a outras mulheres de cargos maiores para contar sobre o ocorrido, entre elas, Mônica Albuquerque, chefe do desenvolvimento e acompanhamento artístico, que em tese deveria dar apoio a atores com problemas, mas seu departamento pouco fez para ajudar Calabresa. Daniela Ocampo, braço direito de Marcius Melhem, que ao ouvir o relato da atriz, apenas aconselhou que Dani fizesse terapia e viajasse para o exterior, também foi outra mulher que escutou o relato de uma vítima e não teve a menor empatia. Vale lembrar que após a bomba vir a público, Daniela ainda organizou via Whatsapp um abaixo-assinado de apoio a Marcius.
Fábia lembrou também o caso recente que aconteceu na editora Globo, onde Daniela Falcão, da revista Vogue e até então diretora de núcleo de revistas, foi acusada por diversos funcionários por constantes assédios morais que aconteceram por anos. E os superiores tentaram abafar a história para proteger um funcionário do alto escalão. Segundo a publicação, após a situação se tornar insustentável, Daniela só foi demitida e a comunicação do grupo disse que ela estava saindo para realizar projetos pessoais.
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