A Associação Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Unafisco) informou nesta segunda-feira, 26, que uma fiscalização realizada por servidores do Fisco sobre regimes próprios de previdência social forneceu a base documental para a operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) contra o Banco Master e para a apuração de movimentações ligadas ao Rioprevidência.
De acordo com a entidade de classe, os auditores, no exercício do acompanhamento rotineiro dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), levantaram informações que posteriormente foram incorporadas ao inquérito policial. A Unafisco ressalta que as conclusões técnicas alcançadas durante a auditoria foram decisivas para que os investigadores entendessem o fluxo das operações financeiras e identificassem possíveis irregularidades.
Segundo a nota divulgada, o trabalho fiscal envolveu a análise detalhada de documentos relativos à gestão dos fundos previdenciários, bem como o cruzamento de dados obtidos por meio dos sistemas internos da Receita Federal. A associação afirma que esses elementos, ao serem compartilhados com a PF, permitiram o avanço das investigações que culminaram na operação contra a instituição financeira.
A entidade reforçou que auditorias em regimes próprios de previdência social fazem parte das atribuições legais dos auditores-fiscais, que atuam no monitoramento de receitas, aplicações e conformidade tributária. Para a Unafisco, o caso evidencia a importância do intercâmbio de informações entre órgãos de controle e as forças policiais para o combate a fraudes no sistema financeiro.
Embora não tenha detalhado o teor das suspeitas nem os valores envolvidos, a associação frisou que todo o material produzido foi encaminhado às autoridades competentes dentro dos prazos legais. O objetivo, segundo a Unafisco, foi viabilizar a adoção de medidas investigativas que pudessem caracterizar eventuais crimes financeiros e proteger recursos públicos vinculados aos regimes previdenciários.
Com a operação já em curso, a Unafisco afirmou que continuará à disposição da PF e do Ministério Público para fornecer dados complementares, caso sejam solicitados. A entidade concluiu a nota reiterando a necessidade de fortalecer as estruturas de fiscalização e de inteligência da Receita Federal como forma de prevenir novas irregularidades no manejo dos fundos de previdência.
Com informações de Claudiodantas
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