Em um ano como procurador-geral da República, Augusto Aras, moveu apenas uma ação contra o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e se alinhou ao governo em outras 30 vezes. As informações foram publicadas pelo jornal Folha de São Paulo, neste domingo (27). De acordo com reportagem, o procurador-geral tem mantido boa relação com o presidente da República, o que pavimenta o caminho para ser reconduzido ao cargo daqui um ano. Por outro lado, ele tem se mantido afastado da categoria.
Ainda segundo a matéria, Bolsonaro já chegou a afirmar que Aras “entra fortemente” na disputa por uma vaga ao Supremo Tribunal Federal (STF), caso ele possa indicar um terceiro nome à corte em um eventual segundo mandato no Palácio do Planalto (2023-2026). Entre manifestações encaminhadas ao STF e medidas adotadas pela própria PGR, a Procuradoria se alinhou ao governo em mais de 30 vezes. Na contramão desse número, em apenas uma oportunidade Aras apresentou uma ação constitucional contra ato do presidente Jair Bolsonaro.
Isso ocorreu quando o Executivo editou a medida provisória que instituiu o contrato de trabalho Verde e Amarelo e a PGR pediu a invalidação de dois trechos do texto assinado por Bolsonaro. Essa foi a única iniciativa do procurador de provocar o Supremo contra uma decisão do presidente da República. A PGR, porém, é obrigada a se manifestar na maioria dos ações que chegam ao STF, independentemente de quem é o autor do processo. Nesses casos, o procurador-geral se manifestou algumas vezes contra a atuação do Executivo.
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