A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado sabatinam, nesta quarta-feira (24), o procurador-geral da República, Augusto Aras. O indicado do presidente Jair Bolsonaro precisa da aprovação dos parlamentares para ser reconduzido ao cargo chefe da PGR por mais dois anos.
Esta é a etapa inicial do processo. O nome de Aras ainda precisa passar por uma votação secreta, onde 41 votos no plenário a favor dele confirmam sua permanência no cargo.
Em seu discurso, em meio à críticas de que a PGR tem se omitido em processos que envolvem Bolsonaro, Aras afirmou que “a eficiência na atuação do PGR não deve ser mensurada por proselitismos ideológicos, operações policiais espetaculosas ou embates na arena política”, alfinetando as operações do Ministério Público Federal (MPF), em especial a Lava-Jato.
“Talvez, se nós tivéssemos a cada duas grandes operações por mês divulgado, feito o vazamento do seletivo das operações dos investigados, talvez, eu estivesse em uma posição de muito elogio como quem distribuiu flechadas para todo o Brasil criminalizando a política, mas, assim, não o fiz, porque me comprometi de cumprir a minha função constitucional com parcimônia, sem escândalo, sem estrépito, mas com a dignidade que cada político merece como representante do povo brasileiro”, disse Aras.
Ele ainda avaliou o primeiro biênio de sua atuação à frente do órgão como ‘um trabalho criterioso, permanente, contínuo e duradouro’. Aras também negou alinhamento com o Palácio do Planalto e alegou ter uma atuação técnica à frente da PGR.
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