A vereadora por Aracaju, Professora Ângela Melo (PT), criticou, nesta quinta-feira (24), a decisão da prefeitura em relação ao anúncio de que 46 ônibus já estão circulando apenas com a bilhetagem eletrônica como forma de pagamento da tarifa.
“Meu primeiro questionamento é ao método. Como é que a SMTT [Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito] divulga isso na segunda-feira e já implementa no dia seguinte? Sem dúvidas, muitas famílias que usam esses ônibus todos os dias foram pegas de surpresa e não conseguiram se planejar para a mudança”, disse.
O anúncio do funcionamento apenas do sistema de bilhetagem eletrônica foi feito na segunda-feira (21), em coletiva de imprensa, e a efetivação foi iniciada já na terça-feira (22). “Além disso, me espanta que o discurso da SMTT seja de modernização. Bilhetagem eletrônica não tem nada a ver com modernização. Um sistema de transporte moderno se faz com licitação pública transparente, acessível e com participação social. O que a bilhetagem me parece é uma forma de reduzir a quantidade de trabalhadores e trabalhadoras, confirmando um desejo antigo e perverso de excluir a figura do cobrador dos nossos ônibus”, enfatizou Ângela.
A parlamentar ainda destacou os impactos dessa medida nas famílias mais vulnerabilizadas de Aracaju, que não conseguem fazer recargas em valores altos de uma única vez. “Como vai fazer a dona de casa que só consegue ter o dinheiro da passagem de ônibus no dia anterior ou mesmo no próprio dia? Como vai fazer a diarista que recebe o valor da passagem quando finaliza o seu serviço ao final do dia? Ela precisará diariamente ir a um ponto de recarga e, assim, atrasar a sua chegada em casa ou no trabalho?”, foram algumas das questões feitas por Ângela Melo.
Para a vereadora é fundamental que a SMTT vá à Câmara de Aracaju e “forneça informações sobre a situação geral do transporte público em nossa cidade, afinal estamos falando de um serviço público, ainda que explorado pela iniciativa privada”.
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