O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) admitiu que está ciente sobre os riscos de abrir o comércio em plena pandemia do novo coronavírus (covid-19). A ação vai contra as medidas sanitárias de isolamento social. O presidente defende a flexibilização do isolamento social no momento em que o país chegou a quase dois mil mortos por covid-19 e 30.425 casos confirmados, segundo o último boletim do Ministério da Saúde, desta quarta-feira (16). As informações foram publicadas pelo UOL.
Bolsonaro afirmou que se a situação do país se agravar por causa do aumento de pessoas nas ruas, toda a responsabilidade vai parar no “seu colo”. “A história lá na frente vai nos julgar [ele e Mandetta]. Eu peço a Deus para que nós estejamos certos lá na frente. Então, essa briga de começar a abrir para o comércio é um risco que eu corro, porque, se agravar, vem para o meu colo”, disse o presidente.
Fechar o comércio traz grandes prejuízos à economia do país e pode provocar desemprego em massa, na visão de Bolsonaro. Por isso, voltar à normalidade seria, de acordo com sua opinião, “uma atitude arriscada, mas necessária para manter o emprego”.
Segundo o Ministério da Saúde, o pico de casos no Brasil de covid-19 deve ocorrer entre o fim de abril e maio. Ou seja, a tendência é que haja um agravamento da situação no país. Além disso, os especialistas também afirmam que a flexibilização do isolamento social poderia acarretar no colapso do sistema de saúde.
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