O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) negou que tenha demitido Marcelo Álvaro Antônio do cargo de ministro do Turismo por troca de apoio na Câmara dos Deputados. A declaração foi dada em sua live semanal nas redes sociais nesta quinta-feira (10), um dia após a demissão de Álvaro Antônio.
Bolsonaro criticou os jornais Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo, e negou qualquer negociação. “Folha, não teve nada de negociação. Impressionante, ou a Folha deturpa o que fala ou inventa. O Estado e a Folha parecem marido e mulher, vivem juntos, cheios de amor. O Estado diz: ‘Demissão do Turismo expõe ofensiva do governo na Câmara’. Ou seja, eu estaria entregando o ministério para alguém de um partido qualquer em troca de apoio na Câmara”.
Álvaro enviou uma mensagem na quarta-feira (9) em um grupo de WhatsApp com ministros do governo, onde teria chamado o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, de “traíra”. Ele disse que Ramos, articulador político do Executivo no Congresso Nacional, teria pedido a Bolsonaro para demiti-lo em troca de cargos ao Centrão.
Bolsonaro reconheceu na live que houve um “excesso” por parte de Álvaro Antônio, mas que estaria solucionado. “Houve excesso, mas está resolvido. Infelizmente nós exoneramos o ministro Marcelo Álvaro Antônio, mas ele continua amigo nosso e no quê pudermos ajudá-lo, ajudaremos”, encerrou.
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