O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) atingiu a melhor avaliação desde o início de seu mandato. Pesquisa divulgada nesta quinta-feira (13) pelo Datafolha mostra que 37% dos brasileiros avaliam o governo como ótimo ou bom, contra 32% da última pesquisa, em junho. Já os que o consideram ruim ou péssimo caíram de 44% para 34%.
O Datafolha entrevistou 2.065 pessoas por telefone entre 11 e 12 de agosto. Os números, como destaca a Folha de S. Paulo, têm relação direta com o comportamento mais contido do presidente.
Depois de um primeiro semestre cheio de embates diretos com o Supremo Tribunal Federal (STF) e marcado pelo negacionismo à Covid-19, a prisão de Fabrício Queiroz (ex-assessor do filho Flávio Bolsonaro) na investigação do escândalo das “rachadinhas” fez Jair Bolsonaro evitar polêmicas. Começou a se aproximar mais de outros grupos políticos e usou a tática do silêncio.
Além disso, o auxílio emergencial de R$ 600 por conta da pandemia ganhou força e aumentou a visibilidade do governo, especialmente no Nordeste. Na região, segundo o Instituto, sua rejeição caiu de 52% para 35%.
Até então, a melhor taxa de avaliação de Bolsonaro já registrada pelo Datafolha havia sido de 33%. Entre os que fizeram pedido do auxílio emergencial, a aprovação sobe para 42%. Sua aprovação também melhorou no Sudeste, saltando de 29% para 36%. Já no Sul, Norte e Centro-Oeste, os índices são de 42%.
Porém, Jair Bolsonaro é o segundo presidente mais rejeitado desde a redemocratização. Apenas Fernando Collor, que atingiu 41% de rejeição em 1991, tem números piores neste quesito. Também segundo o Datafolha, 41% da população nunca confia no presidente.
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