O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vai recriar o Ministério da Segurança Pública, separado da Justiça. A informação foi divulgada pelo jornal Estadão, nesta terça-feira (02).
Segundo a reportagem, interlocutores do presidente afirmaram que ele está apenas aguardando o melhor momento para colocar o plano em prática. Pois, ainda existem resistências internas sobre a possibilidade de aumentar o número de pastas do governo.
De acordo com o site, a ideia de separar os ministérios ganhou força após a exoneração do ex-ministro Sérgio Moro, que havia exigido a unificação da Justiça e da Segurança Pública em um superministério antes de assumir a pasta. Caso ocorra a mudança, o gabinete ficará sem os órgão mais importantes, como a Polícia Federal (PF), o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Ainda segundo a reportagem, um dos nomes mais cotados para assumir o novo ministério, é o ex-deputado Alberto Fraga (DEM). Ele defendeu a divisão dos ministérios em uma reunião, no Palácio do Planalto, na última terça-feira (26).
“Se você pegar a estrutura da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e criar o ministério não há acréscimo nenhum de despesa, a não ser o salário do ministro. Só isso”, afirmou Fraga.
De acordo com a reportagem, o líder da Frente Parlamentar da Segurança Pública, a chamada bancada da bala, Capitão Augusto (PL-SP), afirmou que a expectativa é recriar o ministério até o mês de julho.
Segundo o parlamentar, é preciso se preparar para a “quarta onda” da crise do coronavírus (covid-19), pois pode envolver um possível aumento na violência no fim do ano.
“A crise econômica sempre vem acompanhada de um aumento da violência. Então, seria o momento de recriar (o Ministério da Segurança), já se preparando para essa quarta onda que virá em decorrência da pandemia. A primeira onda é da saúde, a segunda da economia, terceira a da política e a quarta é da segurança”, disse Augusto.
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