O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que o suicídio de um voluntário dos estudos da vacina Coronavac pode ter sido um “efeito colateral” da dose. O presidente afirmou em live nas suas redes sociais nesta quinta-feira (12) que é necessário analisar os motivos que levaram à morte do brasileiro.
“Pode ser o efeito colateral da vacina também. Tudo pode ser. Não sei se já chegaram à conclusão, mas esclarece e volta a pesquisar a vacina, a Coronavac, da China”, disse, durante a live diária que faz nas redes sociais para pedir votos a aliados.
“Estão tentando investigar, porque quando uma pessoa comete suicídio geralmente tem um histórico de depressão, a mulher largou ele, o marido largou ela. Uma série de coisas: histórico familiar, perdeu o emprego, perdeu tudo. Vamos apurar a causa do suicídio e daí, obviamente, em sendo suicídio, não tem nada a ver com a vacina”, completou.
Bolsonaro também rechaçou a ideia de que teria comemorado a morte do voluntário da vacina. Segundo o presidente, a postagem onde ele diz que ganhou do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), foi feita por outra pessoa.
“A vacina parece que tem alguma coisa esquisita por aí. Não vou falar aqui para evitar polêmica. Covardemente falaram que eu comemorei a morte de uma pessoa. Onde é que tem um vídeo meu, um áudio meu ou uma publicação minha nesse sentido?”, questionou.
“Eu colei uma matéria de terceiros na resposta de um elemento do Facebook, que não estava comemorando nada também, e grande parte da imprensa foi para o lado que eu comemorei a morte”, disse. A matéria informava que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) havia suspendido os estudos da Coronavac.
Por fim, Jair Bolsonaro admitiu que pode autorizar a compra da vacina, desde que liberada pelos órgãos diferentes. Mas disse que “não pelo preço que um caboclo está querendo aí”, referindo-se ao governo de São Paulo. O estado estimou o custo unitário da dose da Coronavac em US$ 10 e ofereceu ao governo 100 milhões de doses, com um custo de R$ 1 bilhão.
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