O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse a interlocutores que está ‘de saco cheio’ do advogado Frederick Wassef. A irritação, segundo a coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de São Paulo, nesta segunda-feira (22), vem do fato de que Wassef estaria causando mais estragos no escândalo que envolve o caso Queiroz ao aparecer na mídia.
Ainda no domingo (21), o advogado anunciou que deixará a defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). Segundo Wassef, ele estaria sendo usado para que as pessoas ataquem a família do presidente. De acordo com a reportagem, o advogado deve sair de foco e, com isso, deixe de ser pressionado a dar explicações sobre ter abrigado o ex-assessor de Flávio em uma de suas propriedades.
Fabrício Queiroz foi preso em um imóvel, na última quinta-feira (18), em Atibaia, interior de São Paulo, em um sítio de Wassef. Queiroz, que trabalhava Flávio, à época em que ele era deputado estadual, está envolvido em um esquema de lavagem de dinheiro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
De acordo com relatório do antigo Conselho de Atividades Financeiras (Coaf), Queiroz movimentou R$ 7 milhões de 2014 a 2017. Ao justificar a prisão do ex-assessor, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) disse que ele tentava obstruir as investigações e não comparecia a depoimentos. O MP-RJ também suspeita que Wassef tenha coagido Queiroz a se esconder na casa de Atibaia.
O advogado afirmou que nem o presidente, nem o senador, sabiam que o ex-assessor estava abrigado em seu sítio. Para sua defesa, Flávio contratou Rodrigo Roca, que já fez a defesa do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.
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