O presidente Jair Bolsonaro (PL) ligou para a família do dirigente do PT, Marcelo Arruda, assassinado por um bolsonarista, em Foz do Iguaçu, no domingo (10). Durante a ligação por vídeo com dois irmãos de Marcelo, que também são apoiadores do atual governo, o chefe do Executivo Federal fez críticas à esquerda e disse para não deixarem tirar “proveito político”.
A videochamada ocorreu por intermédio do deputado Otoni de Paula (MDB-RJ) na casa de um dos irmãos. Ambos não estavam na festa de aniversário onde ocorreu o crime.
“[Dizem que] meu comportamento e discurso levam a atos como esse. Em 2016, houve 61 mil mortes violentas no país. No ano passado, caiu para 41 mil. Não justifica essa imputação a mim como se eu fosse o responsável pelo que aconteceu, dos pronunciamentos, etc. Não justifica isso daí”, afirmou o presidente.
Bolsonaro disse ainda aos familiares de Marcelo Arruda que não deixem a esquerda tirar “proveito político” do caso. Segundo o presidente, a deputada federal e presidente do PT, Gleisi Hoffmann, foi ao velório do tesoureiro “para aparecer”.
Durante a ligação, os irmãos criticaram o uso político do assassinato pelo PT, e afirmaram que o caso virou palco de politicagem.
“A gente sabe que o ambiente era todo petista. Apareceu lá a Gleisi Hoffmann, que eu tenho pavor, mas como meu irmão é petista eu não vou falar nada”, disse Luiz Arruda.
O dirigente foi assassinado a tiros durante sua festa de aniversário. A comemoração tinha como tema o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e foi interrompida pelo policial penal Jorge José da Rocha Guaranho.
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