O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quinta-feira (5) que quer federalizar o arquipélago de Fernando de Noronha e criticou a cobrança de taxas para ingresso na ilha. “Eu sugeri a gente federalizar Fernando de Noronha, que parece que virou ali uma ilha de amigos, não quero falar o nome aqui pra não ter problema, do rei. E o rei não sou eu”, disse o presidente durante uma transmissão ao vivo, no Palácio da Alvorada.
Segundo informações divulgadas no site Metrópoles, Bolsonaro afirma que “é um absurdo você ir para uma praia de Fernando de Noronha [e ter que] pagar R$ 100. É meio lobo-guará, pô. Em dois dias, é um lobo-guará pra ir na praia. É um absurdo isso aí, é inacreditável. Isso aí tem que mudar, pô”, disse o presidente se referindo às taxas cobradas pela administração da ilha, pertencente ao estado de Pernambuco, para entrada no local. Ele também acrescentou que quer federalizar para acabar com essas questões e “fazer realmente um polo turístico”.
“Ouvi dizer que há tempão não pode parar navio lá. Poderia ser um local de arranjar recursos para o Brasil vindo de fora, do turismo. Dar condições de vida melhor para a população. É muita coisa errada no Brasil, que a gente vai arrumando devagar, vai buscando solução pra isso. Não pode aquela ilha ter dono”, destacou.
“Lá agora tem geração de energia termoelétrica e os caras vão lá e carregam um carro com energia elétrica pra andar na ilha. Sem comentário. É muito menos poluente andar com o carro diretamente movido a diesel ou gasolina do que você ir na termoelétrica recarregar bateria de carro. Isso são absurdos que têm que mudar”, observou o presidente.
Flávio Bolsonaro
Na semana passada, o filho o presidente, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), disse ao Metrópoles que devolveria o dinheiro da passagem paga pelo Senado da viagem que fez à ilha para passar o feriado de Finados. Segundo a publicação, a assessoria do senador alegou que houve um “equívoco” da equipe do gabinete ao apresentar os bilhetes para serem pagos pelo Senado da viagem do senador, com a mulher, Fernanda Antunes.
O arquipélago foi palco de duas viagens neste ano de Flávio Bolsonaro, com a mulher. Também recebeu visitas do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que chegou a esticar compromissos oficiais para passar o fim de semana. Outra viagem do grupo ocorreu entre 28 de fevereiro e 2 de março, também no fim de semana, quando Flávio e a esposa desembarcaram na ilha.
Ao lado do secretário especial da Pesca, Jorge Seif, Bolsonaro defendeu a liberação da pesca da sardinha no arquipélago, medida que fez parte da agenda de Salles na semana passada. A liberação tem alto impacto ambiental e vem sendo criticada por ambientalistas, chamados pelo presidente de “xiitas”.
O presidente disse ainda que mandou o ministro Ricardo Salles remanejar parte dos funcionários do Instituto Chico Mendes, responsável pelo desenvolvimento de projetos para a preservação ambiental.
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