O policial militar que disparou tiros de fuzil para cima, na região do Farol da Barra, em Salvador, capital baiana, neste domingo (28), se recusava a prender trabalhadores por causa dos decretos restritivo, em vigência desde fevereiro no estado. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), Wesley Soares Góes, foi baleado após 3h30 de negociação com a policia. Apesar de ter sido socorrido, ele não sobreviveu.
Antes de ser morto, o PM proferiu as seguintes palavras: “Eu não vou deixar, não vou permitir que violem a dignidade do trabalhador”. “Seus filhos estão presenciando sua covardia”. “Venham presenciar, a honra ou a desonra, de policiais militares do Estado da Bahia”.
Em vídeos publicados nas redes sociais, o soldado da 72ª CIPM aparece com o rosto pintado com as cores verde e amarelo, cores da bandeira do Brasil.
De acordo com a SSP-BA, o soldado alternava momentos de lucidez com acessos de raiva, acompanhados de disparos. Além dos tiros de fuzil, o soldado arremessou grades, isopores e bicicletas, no mar. “Aproximadamente às 18h35, o soldado verbalizou que havia chegado o momento, fez uma contagem regressiva e iniciou os disparos contra as equipes do Bope”, disse a secretaria.
Ainda segundo a secretaria, o policial foi baleado após disparar com fuzil contra equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais e terminou neutralizado. Ao menos 10 tiros foram disparados contra os policiais.
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