Novas provas obtidas pela 14ª Delegacia de Polícia (Gama) colocam policiais do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) do Distrito Federal na investigação envolvendo ocultação de provas e tráfico internacional de animais. As informações foram publicadas pelo jornal Metrópoles nesta quarta-feira (29).
Segundo os relatórios do inquérito, os policiais são suspeitos de terem agido para proteger os alvos da Operação Snake e para atrapalhar o trabalho da Polícia Civil do Distrito Federal (PC-DF).
“Diante desse cenário, percebe-se que, desde o início da investigação, a autoridade policial responsável pela apuração vem encontrando severas dificuldades no tocante à obtenção de provas, o que decorre, lamentavelmente, da conduta praticada por policiais militares, especialmente o padrasto de Pedro, coronel Clovis Condi, e os policiais lotados no BPMA/PMDF comandado pelo major Elias Costa”, diz um dos trechos dos relatórios.
Condi é padrasto de Pedro Henrique, e junto a mãe do rapaz, Rose Meire, também é investigado no âmbito da Operação Snake.
Segundo os documentos, há imagens do circuito de segurança do Shopping Píer 21 que mostram o momento em que o estudante de medicina veterinária Gabriel Ribeiro, 24 anos, amigo de Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmkuhl, 22 anos, deixa a cobra Naja no estacionamento do estabelecimento. Logo após, uma equipe da PM aparece no local e recolhe o animal.
No dia seguinte da apreensão da Naja, os policiais militares voltaram para a delegacia com mais 16 cobras. Todos os animais pertenciam a Pedro Henrique e não tinham documentação.
“Mais uma vez, a PMDF apresentou os animais arrecadados sem conduzir ninguém à delegacia. Sendo que, coincidentemente, após poucos instantes, compareceu a esta circunscricional ‘espontaneamente’ o filho do dono do haras e também amigo de Pedro Henrique e Gabriel Ribeiro”, diz o inquérito conduzido pela Polícia Civil.
O rapaz foi ouvido e confirmou ter permitido que Gabriel escondesse as cobras de Pedro no local.
Segundo o depoimento dos PMs que apreenderam os animais, tudo ocorreu após a equipe receber uma denúncia anônima. Eles alegam ter recebido um ponto de referência e acabaram encontrando o haras. No haras, foram recebidos por um capataz, que mostrou o local onde estavam as cobras. Os militares informaram que não foi preciso conduzir a testemunha até a delegacia “pelo fato de residir ricamente naquele local”.
Siga o AjuNews e entre no nosso grupo de notícias de Aracaju.









