Economia


Negros são minoria em anúncios publicitários, aponta pesquisa


Publicado 16 de fevereiro de 2020 às 16:00     Por Larissa Barros     Foto Rovena Rosa / Agência Brasil

Pesquisa mostra que pessoas brancas ainda são maioria dos retratados na publicidade de veículos de comunicação. O estudo feito pelo Grupo de Estudos de Ação Afirmativa (Gemaa) da UERJ, pela Folha de SP, analisou a diversidade nos anúncios por um período de 30 anos, e foi divulgado neste domingo (16).

De acordo com a pesquisa, as chances de uma consumidor negro encontrar alguém parecido com o seu perfil em anúncios é mínima, sendo de apenas 4% para mulheres, e 6% para homens. Os pesquisadores compararam as propagandas publicadas na revista a Veja, entre 1987 e 2017, período de maior circulação nacional.

Segundo os pesquisadores, a pesquisa mostra que embora seja a maioria na população, com 55,8% dos brasileiros, de acordo com o IBGE, pretos e pardos ainda são sub-representados como produtos consumidos.

As publicidades para a venda de produtos para mulheres, são representados em grande parte por brancas na maioria nos setores de joias (82%), roupas (51%), cosméticos (64%) e acessórios (46%). Já os homens brancos protagonizam propagandas de carros (56%), bebidas (51%), medicamentos (49%) e instituições de educação (54%).

“Há uma normatividade branca, que apresenta o branco como padrão da humanidade. Ele historicamente é sempre colocado como referência”, diz Marcelle Felix, doutora em sociologia pelo Iesp (Instituto de Estudos Sociais e Políticos) e correspondente pelo estudo.

Em uma análise feita durante a pesquisa, uma propaganda do governo tem muito mais personagens brancos do que uma privada, que gera 10% de negros e 6% de outras etnias. Para o Vice coordenador da Geema, Luiz Augusto Campos, “A publicidade estatal sofre mais pressões para ser diversa, inclusive em questões internacionais, de fazer uma representação do Brasil”.



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