O Banco Regional de Brasília (BRB) tem até esta sexta-feira, 06, para encaminhar ao Banco Central (BC) um plano detalhado destinado a reforçar seus balanços em, no mínimo, R$ 5 bilhões. A obrigação foi definida depois que a instituição registrou prejuízos associados à sua exposição ao Banco Master.
Segundo o que já foi informado ao regulador, o reforço de capital deverá contemplar medidas capazes de absorver perdas que, de acordo com estimativas internas do BC, podem ultrapassar o valor inicialmente projetado. O próprio diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, declarou à Polícia Federal, no ano passado, que o impacto contábil sobre o BRB pode superar a marca de R$ 5 bilhões.
Exigência do regulador
A apresentação do plano faz parte das exigências de supervisão impostas pela autoridade monetária. O documento deverá especificar fontes de recursos, cronograma de implementação e metas de recomposição de patrimônio. O BC acompanha de perto a situação e quer garantias de que o banco conseguirá manter seus índices prudenciais dentro dos limites regulatórios.
Contexto da exposição ao Banco Master
O envolvimento do BRB com o Banco Master trouxe à tona questionamentos sobre a qualidade dos ativos que compõem sua carteira. As perdas contabilizadas até o momento motivaram a adoção de providências imediatas para blindar a instituição contra deteriorações adicionais, movimentação que culminou no pedido formal do BC para que fosse elaborado um plano de ação robusto.
Avaliação de riscos
Embora o valor mínimo estipulado seja de R$ 5 bilhões, fontes ligadas à fiscalização ponderam que o rombo pode revelar-se maior quando todos os contratos forem revisados. A declaração prestada por Ailton de Aquino à Polícia Federal no ano passado reforça essa possibilidade, acrescentando pressão sobre a administração do BRB para apresentar soluções abrangentes.
Até o momento, o banco não divulgou detalhes públicos sobre como pretende captar ou injetar o montante requerido. A expectativa é de que o BC analise o plano logo após o recebimento, podendo solicitar ajustes ou complementações caso considere as medidas insuficientes.
A entrega do documento nesta sexta-feira marcará o início de uma nova etapa de negociação entre a instituição financeira e o regulador, com o objetivo de assegurar a estabilidade dos balanços e preservar a confiança do mercado.
Com informações de Claudiodantas
Siga o AjuNews e entre no nosso grupo de notícias de Aracaju.









