A vacina Coronavac, desenvolvida pelo Instituto Butantã em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, também se mostrou segura em testes realizados com 9 mil voluntários brasileiros. No entanto, de acordo com o governo de São Paulo, os dados sobre a eficácia só serão apresentados entre novembro e dezembro. A informação foi divulgada pelo Estadão, neste domingo (18).
De acordo com o diretor do Butantã, Dimas Covas, os testes com os 13 mil voluntários não foram finalizados até agora. Logo, a análise de eficácia ainda não pode ser feita. O pesquisador afirmou que apenas a primeira etapa do estudo foi concluída nesta semana, com 9 mil pessoas. Na China, 50 mil chineses já realizaram os testes da vacina.
No grupo dos brasileiros que já foram testados, nem todos tomaram as duas doses ainda. A previsão é que recebam a segunda dose até o fim do mês. “Já temos os dados de segurança dessa etapa, eles são muito parecidos com os chineses (estudo em que mais de 90% dos voluntários não tiveram eventos adversos). São esses dados que vou detalhar na segunda”, disse.
O prazo estendido para o final das fases de testes atrasou a previsão do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que visava distribuir a vacina ainda neste ano. Porém, caso a Coronavac seja aprovada, já há acordo entre o governo paulista e a farmacêutica chinesa para o fornecimento de 46 milhões de doses ainda em 2020.
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