O governo de São Paulo afirmou que enviou o pedido de uso emergencial da CoronaVac, vacina produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nesta quinta-feira (7).
Também nesta quinta (7), a gestão estadual divulgou a eficácia do imunizante, que foi de 78% na terceira fase de testes com cerca de 13 mil voluntários no Brasil. A taxa em casos mais graves é de 100%, segundo o governo.
O resultado final do estudo sobre a eficácia é a última etapa para que a Anvisa analise o pedido de autorização de uso da vacina na população brasileira. No entanto, mesmo após a divulgação, ainda não houve a submissão do pedido.
“A reunião de pré submissão é uma estratégia que segue a prática de outras autoridades regulatórias do mundo. Esta reunião é feita antes do envio de pedido formal de qualquer laboratório para dar conhecimento prévio do projeto de vacina e otimizar os direcionamentos técnicos e legais. A análise formal da Anvisa começa a partir da chegada do processo com informações globais sobre a vacina”, explicou a agência.
Em coletiva de imprensa no início desta tarde, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que a reunião é o primeiro passo para o pedido, e que mais uma foi agendada para hoje.
“O processo de submissão do uso emergencial prevê um rito que seja feito uma reunião inicial. Reunião inicial foi feita hoje às 10h. A Anvisa recebeu informações e já marcou uma segunda reunião no final do dia de hoje. No final do dia de hoje teremos mais uma reunião e esperamos poder formalmente iniciar esse pedido de tramitação após essa reunião no dia de hoje ou no máximo até amanhã”, afirmou.
Segundo Dimas Covas, o pedido de registro definitivo será feito pelo laboratório chinês, mas não informou a data exata. De acordo com a Anvisa, o prazo para a análise do pedido de uso emergencial é de dez dias. Enquanto a avaliação do pedido de registro definitivo é feita em até 60 dias.
“O pedido de registro da vacina será feito pela Sinovac. A Sinovac recolhe os dados dos estudos da vacina e é ela que submete o pedido oficialmente lá, na NMPA, que é a Anvisa chinesa, e imediatamente o mesmo pedido se estende ao Brasil e a outros países”, disse Covas.
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