Nesta semana, o caso de um idoso que aparentava ter cerca de 60 anos e que tentou tirar fotos das partes íntimas de uma jovem de 19 anos chocou a população de Aracaju. Mas, o crime não é isolado em Sergipe. Segundo os dados da Coordenadoria de Estatística e Análise Criminal (CEACrim), da Secretaria da Segurança Pública (SSP), houve um aumento de 32,8% na incidência dos registros de importunação sexual, em comparativo entre 2019 e 2020, neste ano, até o dia 22 de dezembro.
De acordo com o levantamento feito pela CEACrim, enquanto que no ano de 2019 foram contabilizados 128 registros de importunação sexual no estado, em 2020, até esta terça-feira, foram 170 casos registrados nas unidades policiais de Sergipe. Os dados representam um aumento de 32,8% na ocorrência desse crime. A importunação sexual passou a ser crime com a promulgação da Lei nº 13718/2018. O artigo 215-A do Código Penal considera a prática como delitiva e com pena de um a cinco anos de reclusão.
As mulheres vítimas dessa prática delitiva devem procurar o Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) para formalizar a denúncia dos crimes de importunação sexual. A delegada Marília Miranda detalhou a alteração da lei que definiu a tipificação penal de importunação sexual como crime. “Havia uma lacuna na lei sobre um tipo penal menos grave do que estupro e mais grave do que uma contravenção penal que existia sobre importunação ao pudor. Em 2019, já contamos com algumas denúncias e percebemos esse aumento no ano de 2020”, ressaltou.
Siga o AjuNews e entre no nosso grupo de notícias de Aracaju.









