Cerca de 2.500 famílias estão desassistidas no bairro Coqueiral, Zona Norte de Aracaju, após o Centro de Referência da Assistência Social (Cras) Maria José Menezes Santos ter sido ocupado pela população, de acordo com a prefeitura. Com a ocupação, os atendimentos foram suspensos desde o dia 12. A principal reinvindicação dos manifestantes é o cadastro e recebimento do auxílio moradia. Essa é a terceira vez que um Cras é ocupado na região sob a mesma reivindicação.
Segundo a gestão, a Secretaria da Assistência Social dialogou com essas famílias na tentativa de negociar a desocupação do espaço. Foi ofertado o acolhimento institucional até que o auxílio seja liberado, o que não foi aceito pelos manifestantes. Conforme dados da Coordenadoria de Vigilância Socioassistencial, semanalmente este Cras atende, em média, 200 pessoas no Cadastro Único e Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (Paif). Mensalmente, 50 cestas básicas são concedidas às famílias da região.
Em todos os 17 Cras de Aracaju os usuários recebem supervisão por meio da oferta dos Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) e do Paif. Segundo a secretária da Assistência Social de Aracaju, Simone Santana, a população do território vem sendo prejudicada pela interrupção repentina dos atendimentos.
“O Coqueiral é um local com alto índice de famílias em situação de vulnerabilidade social. Com a tensão provocada pela ocupação, não podemos expor nossas equipes técnicas e as demais pessoas da comunidade a um ambiente tenso. Nossos profissionais precisam de espaço para trabalhar, sendo que uma parte do equipamento está tomada por essas pessoas, acarretando um enorme prejuízo ao atendimento do Cadastro Único para programas sociais, aos grupos do SCFV, às visitas domiciliares de assistentes sociais para a concessão de benefícios, a inserção das pessoas que têm direito ao Benefício de Prestação Continuada, ao Auxílio-moradia, além dos encaminhamentos para as políticas intersetoriais”, pontua a gestora.
A coordenadora da Proteção Social Básica, Catharina Menezes, explicou que as equipes do Cras Maria José Menezes Santos só retornarão aos trabalhos quando o prédio for desocupado, por questão de segurança. “A ocupação gerou um impacto negativo no sentido de que cerca de 100 famílias aguardam visita domiciliar para concessão de benefícios eventuais, tais como cestas básicas, trabalho que, neste momento, não está sendo possível realizar, uma vez que as equipes não estão indo ao Cras por motivo de segurança. Além disso, estimamos que cerca de 200 pessoas deixaram de ser atendidas, na última semana, no Cadastro Único para atualização e/ou inscrição e 100 usuários estão sem atividades coletivas no SCFV”, afirma.
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