O primeiro Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) de 2021, realizado entre 4 e 8 de janeiro, apontou que houve uma alta em cinco bairros da capital, são eles: 18 do Forte, Cidade Nova, Dom Luciano, São José e Suíssa. Além disso, o índice de infestação geral de Aracaju passou de 0,9 (registrado em novembro), para 1,0. Dessa forma, a capital muda de faixa na classificação de risco, passando para médio risco para aparecimento de surtos ou de epidemias.
O mosquito Aedes aegypti é responsável pelas doenças dengue, zika vírus, febre amarela e chikungunya. De acordo com o levantamento, os números dos bairros sofreram alta, o 18 do Forte, passou de 1,1 para 2,4; Cidade Nova, que antes apontava 2 e subiu para 2,4; Dom Luciano, que estava com índice de infestação zerado e aumentou para 2,1; São José, que antes registrava 2,0 e passou para 2,2; e o bairro Suíssa, que foi 1,4 para 2,0.
Entre os bairros que conseguiram zerar o índice de infestação está o Getúlio Vargas, Grageru, Jabotiana, Lamarão, Pereira Lobo e Ponto Novo. O Jardins, que antes registrava 2,0, também reduziu a zero o índice de infestação, sendo o bairro com o melhor resultado.
O LIRAa registra ainda que, dos 43 bairros de Aracaju, 26 bairros (60,4% da cidade) foram classificados em baixo risco, considerado satisfatório, e 17 bairros em médio risco (39,6%). Nenhum bairro da cidade foi classificado com alto risco de epidemia.
Conforme apontou os dados, os imóveis continuam sendo os locais com maior número de focos do Aedes aegypti, principalmente reservatórios, a exemplo das lavanderias e caixas d’água, tendo o percentual de 76,3%. Comparando com o último levantamento de 2020, houve uma alta de 13,2%.
Os vasos de plantas, lajes e ralos são o segundo maior criadouro do mosquito, apontando 18,6%. Mesmo com essa posição, em comparação com o LIRAa de novembro, houve uma queda de 36,7%, quando esses locais representavam 29,4% dos criadouros.
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