O Conselho Regional de Enfermagem de Sergipe (Coren-SE) juntamente com entidades da classe divulgaram, nesta terça-feira (30), uma carta aberta destinada aos gestores públicos denunciando as más condições de trabalho enfrentadas pelos profissionais da saúde no Estado e a perda de direitos trabalhistas.
O documento denuncia que os profissionais estão perdendo seus direitos trabalhistas que são assegurados pela lei. “Assim como os demais profissionais da saúde, a Enfermagem sofre com perdas de seus direitos durante o enfrentamento da covid-19. Sem férias ou licença, por conta do período crítico, e padecendo com baixos salários e contratos precários, a categoria encontra-se adoecida”, diz um trecho da carta.
A entidade ainda destaca que, os enfermeiros não contam com teste em massa e não tem acesso aos cuidados que seriam ideais para os casos. Além disso, a carta ressalta a falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para os profissionais.
“Esses dedicados profissionais assumem a linha de frente, inúmeras vezes, sem contar com o mínimo suporte para desenvolverem suas atividades, sendo um deles, em determinadas situações, a ausência de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) necessários, estes quando existentes, por vezes são escassos e/ou inadequados e/ou apresentam problemas de dispensação”, ressalta o texto.
O Coren-SE ainda ressaltou que o projeto de lei que prevê que a categoria receba por insalubridade em grau máximo permanece sem aprovação. “Infelizmente nenhum gestor encaminhou para a votação qualquer projeto referente ao direito adequado de insalubridade tão almejado pela categoria”.
Outro ponto citado no documento é a subnotificação dos dados sobre os enfermeiros infectados pela covid-19, o que fez com que as entidades reivindicassem mais transparência com os dados. “Existe uma discrepância entre a realidade vivenciada pelos trabalhadores e os dados divulgados pelas autoridades. A exemplo disso, temos um quantitativo divulgado sobre os profissionais de saúde suspeitos ou confirmados para a covid-19. Alguns resultados chegam a diferenças de 200% entre os dados estatísticos repassados pelos gestores e os verificados pelas instituições da categoria”, alertou.
Procurada, a assessoria da Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou que a secretária Mercia Feitosa está à disposição do Coren e das outras entidades de classe para recebê-los e dialogar sobre os pontos apresentados.
Atualizada às 14h45
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