Saúde


Ministério da Saúde levou três meses com oferta de seringas, escolheu frete mais demorado e sem previsão


Publicado 12 de janeiro de 2021 às 11:00     Por Eduardo Costa     Foto Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Ministério da Saúde demorou três meses para responder uma oferta de compra de 40 milhões de seringas por parte da Organização Panamericana de Saúde (Opas), e optou pela entrega mais demorada, via navio, e não por avião. Segundo a informação do jornal O Globo, o primeiro contato da organização foi em agosto, e os orçamentos foram enviados à Saúde no dia 8 de setembro.

A Saúde teria reclamado dos preços dos insumos, que custavam ao total US$ 4.679.406,76, quase US$ 0,11 por unidade (na conversão, aproximadamente R$ 25,7 mi no total e R$ 0,60 por unidade). O primeiro orçamento previa entrega por via aérea, iniciando já em dezembro e terminando em fevereiro.

Porém, o ministério entendeu que “o preço internacional não estava compatível com o preço ofertado pelo mercado brasileiro, em especial pela alta do dólar em relação ao real naquela época”. Um novo contrato então foi apresentado apenas em 7 de dezembro, e no dia 10 o contrato foi fechado.

A opção foi pela entrega via navio, que é mais demorada. A previsão de remessa inicial é em janeiro, e não há expectativa para conclusão. O preço final é de US$ 1.368.976,76, quase US$ 0,03 (na conversão, pouco mais de R$ 7,5 mi no total e R$ 0,17 por unidade).

O governo federal tem encontrado dificuldades para compra de insumos nas últimas semanas. No fim de 2020, uma licitação do Ministério da Saúde para aquisição de seringas e agulhas fracassou, e conseguiu apenas 7,9 milhões de unidade, enquanto buscava 331,2 milhões.

No começo de janeiro, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que suspendeu a compra de seringas até que os preços “voltem à normalidade”. Em seguida, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse em rede nacional que o país receberá oito milhões de seringas e agulhas por meio da Opas em fevereiro.

Leia mais:
Bolsonaro diz que Brasil tem seringas suficientes para as primeiras doses da vacina contra a covid-19



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