Os Correios iniciaram um novo plano de desinvestimento para reforçar o caixa e enfrentar prejuízos que se acumulam há vários anos. A estatal decidiu alienar imóveis considerados ociosos em diferentes regiões do país, estratégia que, segundo a companhia, pode gerar até R$ 1,5 bilhão em receitas até dezembro.
De acordo com comunicado interno, os primeiros leilões já têm data definida: ocorrerão em 12 e 26 de um mês ainda não especificado pela empresa. Nessas sessões, serão oferecidos terrenos, galpões e prédios comerciais que não fazem mais parte da operação principal de distribuição e atendimento postal.
Objetivo é aliviar a pressão no caixa
Com seguidos resultados negativos e dependência crescente de linhas de crédito para honrar compromissos de curto prazo, a companhia vê na venda dos ativos uma alternativa imediata para equilibrar as contas. A diretoria da estatal avalia que os recursos obtidos podem cobrir uma parte relevante do rombo bilionário verificado nos últimos balanços.
Segundo o plano divulgado aos empregados, todo o valor arrecadado será direcionado à redução de dívidas, pagamento de fornecedores e reforço do capital de giro. Os Correios não detalharam a quantidade total de unidades que serão disponibilizadas, mas informaram que a carteira de bens inclui propriedades em capitais e municípios de médio porte, espalhadas por vários estados.
Critérios de escolha dos imóveis
A seleção contemplou endereços sem utilização operacional definida ou com custo de manutenção superior aos benefícios gerados. Técnicos da empresa elaboraram laudos de avaliação para estipular valores mínimos de venda, enquanto a área jurídica cuidou da regularização documental necessária para a transferência de propriedade.
Embora a meta de R$ 1,5 bilhão seja considerada ambiciosa internamente, a diretoria acredita que o momento de mercado é favorável, sobretudo para terrenos em áreas urbanas valorizadas. Ainda assim, a estatal admite que poderá realizar novas rodadas de leilão caso parte dos lotes não receba lances.
O cronograma completo, com descrição dos imóveis, preço inicial, regras de participação e formas de pagamento, será disponibilizado no portal corporativo da empresa e publicado no Diário Oficial da União nas próximas semanas.
Os Correios ressaltam que a alienação de bens segue a legislação aplicável às estatais e que eventuais recursos obtidos acima do valor esperado serão reinvestidos na modernização de centros de distribuição e na ampliação de serviços digitais.
Com informações de Claudiodantas
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