Garoto levou um cartaz pedindo a camisa; após receber, foi alvo de xingamentos
O que era para ser o dia mais feliz de um garoto de 8 anos terminou com escolta policial. Torcedor do Corinthians, ele levou um cartaz ao clássico deste domingo (30) pedindo a camisa de Neymar — e ganhou. Em seguida, foi alvo de xingamentos de parte da arquibancada.
O cartaz que virou presente
O menino, de 8 anos, foi ao estádio com a família — que veio de
Santa Catarina — levando um cartaz com uma frase direta:
“10 Neymar. Amo o Corinthians, mas sou seu fã. Me dá sua camisa”.
Ao fim da partida, o camisa 10 do Santos atendeu ao pedido e entregou a peça
ao garoto, que se emocionou.
A reação e a escolta
Logo depois do gesto, parte da torcida presente na arquibancada reagiu com
hostilidade e xingamentos direcionados à criança. A situação chegou a um ponto
em que a família precisou deixar o estádio pelo campo, acompanhada por
policiais militares, e pedir um táxi para ir embora em segurança.
É importante registrar que a reação partiu de parte do
público. Nas redes sociais, torcedores do próprio Corinthians estiveram entre
os que condenaram o episódio.
O que disse Neymar
Questionado depois sobre o caso, Neymar afirmou que a criança apenas
demonstrou admiração por ele como jogador, e fez questão de dizer que respeita
o Corinthians e a torcida, que apoiou o time mesmo depois da derrota.
Como foi o jogo
O Santos venceu por 1 a 0 na Neo Química Arena, em partida
válida pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. O gol saiu aos 33 minutos do
primeiro tempo: Neymar cobrou falta, a bola bateu no travessão e sobrou para
Christian Oliva completar para o gol vazio.
Neymar voltou ao time titular após ficar fora da derrota para o Palmeiras na
Copa do Brasil. Com o resultado, o Santos chegou a 29 pontos, deixou a zona de
rebaixamento e subiu para a 14ª posição. O Corinthians permaneceu com 32
pontos, em 10º lugar, e sofreu a terceira derrota consecutiva.
O debate que ficou
O episódio reacendeu a discussão sobre os limites da rivalidade no futebol
brasileiro — e sobre até onde o clubismo pode ir quando quem está no meio é
uma criança de 8 anos.

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