CUBA — A médica Aleida Guevara, filha de Che Guevara, afirmou que em Cuba há a sensação de que os Estados Unidos podem invadir a ilha a qualquer momento, devido ao comportamento imprevisível do presidente Donald Trump.
- Aleida disse estar no Brasil para o 4º encontro do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e que retornaria à ilha por temor a um ataque.
- Ela relacionou o receio à “loucura” atribuída ao presidente Donald Trump e citou o impacto do bloqueio econômico e energético sobre Cuba.
- A médica destacou também a solidariedade internacional recebida por Cuba, citando envios de alimentos, remédios e carregamentos de petróleo.
Temor de um ataque
Aleida Guevara disse que a proximidade histórica com os EUA e o comportamento do presidente norte-americano geram incerteza sobre o que pode acontecer. Ela afirmou que, diante do que considera imprevisibilidade, a população cubana vive com a sensação de risco.
“Sabemos que podem nos atacar a qualquer momento porque são loucos. Esperemos que a loucura não chegue ao extremo e que eles se deem conta do tipo de inimigos que realmente podemos ser. Porque Fidel disse: ‘Quando um povo enérgico e viril chora, a injustiça treme’.” — Aleida Guevara, médica
“Não, eu volto nesta sexta-feira [15] porque tenho muita coisa para fazer e, além disso, Cuba está sob ameaça de ataque, e a pior coisa que poderia me acontecer na vida é meu próprio país ser atacado e eu não estar lá. Isso me deixaria louca. Eu preciso estar lá.” — Aleida Guevara, médica
Bloqueio e efeitos no dia a dia
Aleida relacionou os problemas econômicos atuais à proibição de fornecimento de petróleo e ao endurecimento do bloqueio, afirmando que a falta de combustíveis e insumos resulta em racionamento de energia e dificuldades para conservar alimentos em algumas províncias.
“Os problemas econômicos que enfrentamos são muito sérios. Quando se bloqueia uma ilha e se impede a entrada de petróleo, tudo para. No momento, não temos apagões, mas sim fornecimento intermitente de energia, horas de luz. E, nas províncias, há cidades que ficaram 72 horas sem eletricidade. E me diga, como se conserva comida nessa situação?” — Aleida Guevara, médica
Solidariedade internacional
Aleida citou apoio recebido de movimentos e governos: mencionou envios de alimentos por navios do México, um carregamento de petróleo da Rússia e ações de solidariedade vindas de Itália, China e brigadas formadas por ex-alunos da Escola Latino-Americana de Medicina (Elam).
Reportagem e entrevista publicadas pela Agência Brasil com a íntegra das falas podem ser consultadas em https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2026-05/filha-de-che-guevara-ve-risco-de-invasao-dos-eua-contra-cuba.
Acompanhe mais sobre Cuba e política internacional na editoria de Brasil.
Siga o AjuNews e entre no nosso grupo de notícias de Aracaju.









