Um dia após uma operação policial ordenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ter atingido empresários, políticos e ativistas bolsonaristas, o presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) atacou a investigação e disparou queixas contra a corte, elevando as ameaças de se insubordinar contra decisões judiciais. A informação foi publicada no jornal Folha de S.Paulo, nesta quinta-feira (28).
“Não teremos outro dia como ontem, chega”, disse Jair Bolsonaro na saída do Palácio da Alvorada, nesta quinta-feira (28), em declaração transmitida pela rede CNN Brasil. “Querem tirar a mídia que eu tenho a meu favor sob o argumento mentiroso de fake news”, acrescentou.
Em outro trecho, Bolsonaro afirmou ter em mãos as “armas da democracia”. E disse que “ordens absurdas não se cumprem” e que “temos que botar limites”.
No Congresso, os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), procuram colocar panos quentes na situação, buscando atenuar a situação. Na quarta (27), a Polícia Federal cumpriu 29 mandados de busca e apreensão contra empresários e apoiadores de Bolsonaro, como o empresário Luciano Hang e o ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB).
Às declarações do presidente somaram-se manifestações de cunho golpista de um de seus filhos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), segundo quem será natural se a população recorrer às Forças Armadas caso esteja insatisfeita com o desempenho do Congresso e do STF.
“E vou me valer de novo das palavras de Ives Gandra Martins: o poder moderador para reestabelecer a harmonia entre os Poderes não é o STF, são as Forças Armadas”, disse Eduardo, em entrevista à Rádio Bandeirantes.
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