O Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) registrou mais de 1,7 mil boletins de ocorrência e 250 prisões em flagrante no primeiro semestre deste ano, em Sergipe. A informação foi divulgada pela Polícia Civil, nesta quarta-feira (15).
De acordo com os dados, foram feitos 1.731 boletins de ocorrência. Além disso, a unidade policial contabilizou 330 medidas protetivas. Ainda nos seis primeiros meses de 2020, foram emitidos 24 Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs) e o recebimento de 407 Relatórios de Ocorrências Policiais (ROP).
Para a diretora do DAGV, a delegada Mariana Diniz, os números já são altos, mas ainda podem ser maiores. “Durante esse período de pandemia, houve uma redução no número de registros de violência doméstica e os dados sugerem a subnotificação da realidade que algumas mulheres e demais grupos vulneráveis vêm enfrentando diariamente”.
De acordo com a delegada, é necessário ressaltar a importância das campanhas de denúncia de violência doméstica. “Estamos intensificando a importância da denúncia, através das redes sociais, participando de campanhas que conscientizam e orientam as vítimas sobre como proceder diante da violência”, complementou Mariana.
Entre as campanhas feitas pelo órgão está o vídeo com informações dos números Polícia Militar (190), Disque-Denúncia (181), Central de Atendimento à Mulher (181) e da Delegacia Especializada, em Aracaju (3205-9400). Outra campanha para ajudar as vítimas de violência doméstica é a “Sinal Vermelho Contra a Violência Doméstica”, uma iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).
Segundo a capitã Fabíola Góis, comandante da Ronda Maria da Penha, os atendentes dessas empresas estão preparados para o acionamento da Polícia Militar em casos desse tipo.
“Com o isolamento social, muitas mulheres sofrem ainda mais, porque além da violência doméstica contam com o agressor muito próximo. Então se criou a campanha do sinal vermelho. É mais uma campanha para dizer à mulher que ela não está sozinha”, reforçou.
A capitã destacou também que as mulheres vítimas de violência não devem fazer o sinal vermelho ao sair de casa, somente na farmácia. Para evitar que o agressor veja e crie uma situação mais perigosa.
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