O DEM e o MDB irão oficializar a saída do bloco do Centrão na Câmara dos Deputados nos próximos dias. A informação foi veiculada pelo jornal O Estado de S. Paulo nesta segunda-feira (27). O jornal também informa que os partidos já atuam de forma independente no bloco, junto ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).
O Centrão foi formalizado em 2019 para a formação da Comissão Mista de Orçamento (CMO) e conta com 221 deputados federais de Progressistas, PL, PSD, MDB, DEM, Solidariedade, PTB, PROS e Avante. Antes, PSL, PSDB e Republicanos também faziam parte do bloco, mas já saíram logo depois. Agora, DEM e MDB, que contam com 63 deputados nas bancadas, terão autonomia em posicionamentos formais da Câmara.
Nas últimas semanas, tem ficado exposto um certo racha dentro do Centrão. Como revelou o Estadão, a tentativa do deputado Arthur Lira (Progressistas-AL), líder do bloco, em tirar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Fundeb da pauta na semana passada, a pedido do Palácio do Planalto, irritou o DEM e o MDB. Mas ainda antes, o Centrão recuou e apoiou a prorrogação do Fundeb.
Ainda de acordo com o jornal, a aproximação do Centrão com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e a futura eleição para a presidência da Câmara em fevereiro de 2021 geraram o racha. O alinhamento de Arthur Lira com Bolsonaro e a sua pré-candidatura à presidência da Câmara acabaram sendo pontos chaves para a decisão.
Esta decisão de DEM e MDB mostra também a divisão da própria Câmara em votações importantes. Como lembra o Estadão, enquanto o Centrão tenta emplacar os projetos do ministro da Economia, Paulo Guedes, DEM e MDB apoiam outras PECs da Casa.
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