Investigações da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News apontaram pelo menos 33 endereços IP ligados a três funcionários do deputado estadual Douglas Garcia (PTB-SP) que estariam envolvidos em um suposto esquema de ‘linchamento virtual’ através de fake news. As informações foram publicadas pelo jornal Estadão, nesta quarta-feira (7).
A informação foi dada pelo deputado Alexandre Frota (PSDB-SP) durante depoimento à Polícia Federal (PF) no inquérito que investiga o financiamento e divulgação de atos antidemocráticos. Os dados apresentados por Frota que envolve os assessores de Douglas Garcia conduzem a esteira de informações que levariam diretamente ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).
No caso de Eduardo, as investigações indicaram para IPs de computadores supostamente responsáveis pela “orientação, determinação e divulgação” de “fake news” e ataques virtuais em dois endereços ligados ao parlamentar.
Durante o depoimento, Frota ainda destacou que os três assessores de Douglas Garcia são ligados ao movimento Brasil Conservador e que Eduardo Bolsonaro é “apoiador ostensivo” do movimento. O parlamentar teria até compartilhado ataques à ex-aliada de seu pai, Joice Hasselmann, criados pelo Brasil Conservador.
Procurado pela reportagem, Douglas Garcia publicou uma nota em que nega existência deste suposto esquema de “linchamento virtual” e afirma que não tive acesso aos dados da CPMI.
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